Seguir HITLER ou GANDHI? Como saber quem é quem com os meios de comunicação que temos hoje?

Certamente, o “inferno está cheio de boas intenções”, e o mundo tem inferno por toda a parte, provavelmente até em CUBA, mas não podemos deixar de perceber, que enquanto uns propagam o pior dos infernos pelo mundo afora (EUA), com bombas e guerras, e é festejado como o paraíso, o melhor dos mundos, este outro país, a que o mundo OCIDENTAL DEMOCRÁTICO E CIVILIZADO, descreve como o inferno, está oferecendo ao mundo EDUCAÇÃO E MÉDICOS.

Nas questões políticas, assumo que tenho interesse sim, em tentar esclarecer as pessoas e fornecer a elas uma forma diferente de ver e entender aquilo tudo, que os meios de informação mafiosos, querem que assumamos como verdade absoluta e inquestionável, pois, se assim não quisesse, entendo que deveria apenas balançar a cabeça como lagartixa e deixar rolar os acontecimentos sem me manifestar. Não concordo como o mundo está hoje, logo, preciso mudá-lo.

Como escolher o lado político certo, se em todos eles a mancha da corrupção, desmandos, traições, e os piores defeitos do ser humano afloram como pragas? Como saber se, neste momento, não estou ao lado de um “HITLER” de triste história que, hoje, quase todos condenam?

Para mim é muito simples, tenho uma fórmula mágica:

  1. Estou sempre do lado dos mais fracos, das pessoas oprimidas e menos afortunadas, curiosamente estas pessoas não tem dinheiro, logo, não corrompem. Por não terem dinheiro, nem nunca ter tido, também não tiveram Educação, Saúde, e muitas outras coisas básicas, essenciais e prioritárias na vida. Além disto, talvez por não terem tido riquezas materiais, é comum encontrar mais gente boa neste nicho de viventes humanos que em outros. As pessoas são mais calorosas, sorriem mais, são mais sinceras e simples, sem afetações patéticas.
  2. Não acredito que, em política todos são iguais. Sou de esquerda e ser de esquerda, muito embora não signifique “estar certo”, significa ter “tomado posição”, ter “escolhido um lado”, que foi o que fiz no item anterior, ao me definir ao lado dos oprimidos. Alguns dizem que não “existe mais esta coisa de esquerda e direita”, e, quando escuto isto, tenho que sorrir, porque, certamente, esta pessoa que está a querer a tirar a minha posição no mundo, “é de direita”.
  3. Não me deslumbro com riqueza. Não sou exatamente uma aberração, gosto de conforto e “ser rico” não seria problema para mim, neste momento de minha vida. No entanto, jamais a busquei, por acreditar em algo mais sublime que “ter dinheiro, posses e bens”. Procurei formar o meu caráter primeiro. Caso alguém levante algo contra mim, que fale que sou desonesto, com tranquilidade, provo o contrário. Este mal que me acomete, me faz buscar as pessoas e não monumentos e coisas, leva-me a observar as atitudes das pessoas e não o que elas vestem ou as joias que as ornamentam, faz-me buscar conhecer as pessoas e não ir a um país e tirar fotos de toda construção famosa que encontrar. Quando observo coisas como Torre Eiffel, Arco do Triunfo, as Torres de Gaudí, Estátua da Liberdade ou coisas do tipo, não tenho como imaginar porque tantas pessoas tiveram que morrer e tanto sangue teve que ser derramado para que “tais coisas esplendorosas” fossem edificadas. Não me tocam, simplesmente, e acho verdadeiramente doentio que as pessoas não vejam, como eu vejo, o sangue a escorrer de cada tijolo assentado nestes monumentos. Sangue de pessoas assassinadas e sacrificadas para que tais “monstruosidades” existam.

Da mesma forma, por outro lado, crianças famélicas da África ou qualquer outro lugar do mundo não me afetam como a maioria das pessoas se deixam afetar, pelo simples motivo que decidi, lá atrás, dedicar minha existência às pessoas menos afortunadas e oprimidas. Decidi isto ao sentir meu sangue ferver com as injustiças perpetradas pelo 1% da população mundial, que deseja viver tocando os outros 99% como gado, e justificando sua opulência com o massacre destes.

Quando vejo fotos de crianças com fome e povos sendo massacrados, como os Palestinos, por exemplo, eu agradeço a Deus, pela decisão que tomei e entendo que estou no caminho certo.

  1. O poder não me domina. Mesmo sendo uma pessoa eminentemente política, jamais mergulhei na busca do poder pelo poder. Desde 1989, quando meu país começou a trilhar o caminho da redemocratização, ainda não completados, diga-se de passagem, eu voto no PT e me filiei a ele em 1994. De lá para cá, jamais procurei qualquer cargo dentro do partido, embora isto seja legítimo e não julgue quem o tenha procurado. Apenas uma única vez me candidatei, ao cargo de vereador de Potiraguá e perdi. Foi importante isto. Percebi que é preciso muito mais que boas intenções para ir além e ajudar as pessoas, é preciso muito mais para chegar ao coração das multidões. Como afirmei antes, “não busco o poder pelo poder”, desta forma tenho me preparado, estudado, trocado ideias, aprendido e procurado entender o que permite alguém poder ser escolhido para guiar um povo, um dia, quem sabe, terei a minha chance.
  2. Não acredito em pessoas ou no que elas dizem, não acredito em jornais ou em suas manchetes. Acredito em atitudes, atuais ou passadas. Leio criticamente, todos os textos que chegam até mim. Todas as pessoas, empresas e nações, têm interesses por trás de cada um e alguns podem ser muito mais sombrios do que podemos imaginar à primeira vista, e, certamente, o são. Assim, não tenho problemas em ler textos russos do Pravda, cubanos do Granma, assistir a Globo, ou ter contato com a mídia desonesta que infesta nosso planeta. Procuro saber o histórico de onde colho as informações para balancear e chegar a uma ideia minha.

Se existe uma coisa que eu conheço um pouco é sobre gente, e isto me faz duvidar até daquilo em que acredito, pois, só assim posso desconstruir e me desapegar das ideias que tenho e poder melhorar com a forma de pensar de outras pessoas.

Para mim, esta é a verdadeira base da democracia. Se eu não considerar que existam ideias melhores que as minhas e/ou que tenha uma melhor maneira de serem implementadas, permanecerei como um paquiderme doente, mergulhado na minha mesmice e poderei, até, assumir posições indefensáveis sobre qualquer aspecto que se observe.

Existem algumas personalidades que admiro e que me ensinaram algumas das coisas que acredito serem as certas: Mahatma Ghandy, Danton (revolução francesa), Sócrates, Malcolm X, Mandela, Steve Biko, Madre Teresa de Calcutá e outros.

Estar certo ou errado não depende só do ponto de vista. Creio que todos os erros que possa ter, serão “menos errados” do que de outras pessoas por colocar na prática tudo que disse acima ou, ainda, cometerei menos erros e, estes, serão menos graves, do que os de outras pessoas que se posicionam na vida de forma contrária a que eu me posiciono.

Fábio Brito, Bahia.

Anúncios

2 opiniões sobre “Seguir HITLER ou GANDHI? Como saber quem é quem com os meios de comunicação que temos hoje?”

  1. Gostei do texto. Me fez lembrar de conversas de quinze minutos que fizeram fortalecer meus posicionamentos e a coragem para lutar pelo que é correto.
    Continue assim, companheiro!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s