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Coxinhas e Petralhas, Entre o Sonho e o Pesadelo, Todos Somos Manipulados!

Se você não procura transformar seus sonhos em realidade, passará a vida toda a reclamar dos pesadelos que vive e que outras pessoas sonharam (programaram) para você. Portanto, acorda e vai à LUTA! Fábio Brito.

Todos nós somos manipulados, inclusive as pessoas mais inteligentes e que tem um conhecimento acima da média.

Quando atacamos os “coxinhas” por exemplo, estamos mostrando um certo tipo de manifestação do grau desta manipulação, porque, vejamos bem, que sentido tem de acusar uma “vítima” de qualquer coisa, de ter se tornado vítima?

Será que nós pessoas inteligentes e possuidoras de conhecimento e que nos consideramos com inteligência acima da média, não somos capazes de perceber o poder que tem a mídia no Brasil a ponto de que as pessoas mais descuidadas, com menos estudos e condições de se informar, assumam as opiniões expelidas por esta mídia?

Quem não conhece o poder de influência que tem a REDE GLOBO?

E antes fosse só a Globo, mas e todas as outras emissoras, canais de rádio, grandes jornais e revistas?

Sejamos sinceros, quais são os canais que o povo brasileiro tem para se informar bem e com correção? Conta-se nos dedos das mãos.

 

Então, desprezar o poder de toda a mídia brasileira já parece uma coisa sem sentido, e, somente considerando a influência que ela tem em cada brasileiro, que se vê praticamente sem alternativas para se informar de forma adequada, já seria um enorme motivo para a gente não menosprezar todo este aparato de desvirtuamento da realidade, pois ela é uma enorme MATRIX.

Ao analisarmos a dimensão GIGANTESCA que tem a elite brasileira para manipular toda a nossa população, levando-se em consideração apenas a mídia, passamos a respeitar todas aquelas pessoas que não pensam como nós e que chamamos, desdenhosamente de “pobres de direita” e que vemos como baratas que estão clamando pelo chinelo, insetos que festejam a chegada do inseticida.

Podemos fazer as brincadeiras que quisermos, mas ao fazê-las, cada um de nós estamos apenas a demonstrar um desprezo por pessoas que não tem culpa de serem vítimas de um sistema brutal, feito sob medida para esmagá-las, sugar suas forças vitais e manterem-nas escravizadas sob o manto do terror e medo, forçando-as a se calarem e a serem obedientes, porque, caso levantem sua voz para protestar, caso tentem quebrar os grilhões que a submetem a uma escravidão abjeta e que deforma toda a HUMANIDADE presente em nós, e nos tira a sensibilidade HUMANA, as demais forças deste sistema irão descer firme sobre o nosso lombo.

 

Será que é preciso recordar todos os demais aparatos que a elite criminosa de nosso país tem sobre a nossa população? Então vamos lá.

Além do controle total e absoluto de nossa mídia, que sufoca e desvirtua o jornalismo, temos todo o poder econômico nas mãos de nossa elite. Quem seria capaz de desprezar isto? Acaso alguém seria louco o suficiente de em nome de suas convicções e crenças políticas, pensar que ficará tudo bem se amanhã não tiver onde trabalhar? Estar empregado é apenas um detalhe?

Não nos parece lógica esta linha de pensamento, e, portanto, temos que compreender que, além de possuírem um gigantesco poder de influência sobre nossa população, através da mídia, ao controlar todos os demais meios de produção ou os tê-los sob sua esfera de influência e controle, a elite aposta na sua perpetuação no poder ao ter sob seu controle a renda dos assalariados, que sem o seu salário não terá com o que se alimentar e a sua família no dia seguinte e estes mesmos salários são baixos para desestimular a busca de outras coisas essenciais à vida humana, como ler livros e se informar bem, fora dos meios controlados que esta elite permite e concede a cada um de nós.

 

Acabou? Claro que não, tem ainda muito mais, e, ao final deste texto, caso você ainda acredite que pode sair por aí a chamar as pessoas que apresentam DISTÚRBIO DE COMPREENSÃO DA REALIDADE, de coxinhas, e considerar que elas são burras, acéfalas, baratas que festejam a vitória do chinelo ou do inseticida ou coisas do tipo, é porque, tenha certeza, você além de extremamente manipulada por todo o aparato à disposição de nossa elite, nefanda, putrefata e criminosa, também, é uma pessoa doente na alma, com a diferença singela de que, à diferença dos “coxinhas” a quem você animadamente chama as pessoas que não tem a mesma compreensão da realidade que você, eles usam outro tipo de molho, eles usam mostarda e você “CATCHUP”, mas, no fundo, são apenas faces diferentes da mesma moeda no bolso das elites.

Pergunta-se, será que podemos desprezar que vivemos sob uma filosofia capitalista e que ela, desde criança nos estimula a desenvolvermos o individualismo e a competição ao invés da busca pelo coletivo e o compartilhamento?

 

A podridão desta elite está tão impregnada em nosso corpo, em nossa mente e em nossa alma, que, muitas vezes, ao encontrar um texto bacana, damos nosso curtir no Facebook acreditando ter feito uma coisa revolucionária e nem nos damos conta que, todas aquelas coisas que a gente acredita que são boas, deveriam ser compartilhadas ao extremo, exatamente por conhecer e entender toda a força do aparato criminoso à disposição de nossa elite e que se volta contra a maioria da população, para fazê-la acreditar o quanto é bom ser servil e obediente, o quanto é bom ser escravo, quando temos a concessão de respirar e tomar nossa cachaça diária para esquecer nossos problemas.

Quando vemos pessoas que, durante uma greve dos seus colegas, vão trabalhar e deixam a luta para os demais, o que estamos presenciando? Estas pessoas nada mais são que um reflexo enojante dos efeitos desta filosofia ensinada em cada esquina, em cada veículo de DESinformação, em cada sala de aula, de cada uma de nossas escolas, em cada ambiente de trabalho que temos em nosso país.

“É HORA DE LUTAR

Se existisse uma máquina do tempo, o que você faria para evitar que o Brasil vivesse a tragédia dos 24 anos de Ditadura Militar, com seus assassinatos, torturas e prisões arbitrárias? O que você faria para defender aquele governo, de João Goulart, que estava promovendo a Reforma Agrária e tantas outras reformas de base, que poderiam ter evitado a fome e a miséria do povo brasileiro? Que poderiam ter evitado que nos tornássemos campeões em desigualdade social? Que poderiam ter incluído a população negra, os nordestinos e os moradores das periferias no usufruto das imensas riquezas deste país? O que você faria? O que você está fazendo hoje, para evitar o triunfo, neste 2016, das mesmas forças que apoiaram o golpe de 1964?
A derrota só é irreversível para os covardes. Hoje é dia de lutar!”

Via Jornalistas Livres

 

Aposto que você nem se dava conta ou nem lembrava que nossas escolas fazem parte do jogo sujo da elite em nos manter escravos, não é mesmo? Mas elas fazem e vamos falar delas também, tenha calma.

Voltando aos “puxa sacos” dos patrões, os “baba ovos”, aquelas pessoas que, espertamente, trabalham durante uma greve, visando tão somente a se sobressair ante aos demais “idiotas” que estão lá fora a se desgastar para tentar conseguir melhores condições de trabalho, salário e de vida, como entender uma atitude tão absurda?

pensamentos

Estas pessoas acham absolutamente normal trabalhar na empresa, enquanto inúmeros outros colegas seus, estão a buscar melhores condições, inclusive para ela, pois numa vitória do movimento paredista, ela também será beneficiada, mesmo não tendo aderido ao movimento grevista. Isto é o que se considera “gozar com o pau dos outros” se me permitem uma expressão não usual.

Enquanto ela, servilmente, como um vassalo “lambe botas”, vai trabalhar, acreditando que está a se sobressair ante os demais, pois o patrão se agrada das pessoas com esta atitude, de trabalhadores que conhecem o seu lugar nas engrenagens e veste a camisa da empresa buscando ajudá-la a dar o maior lucro possível enquanto sua saúde se deteriora, seu salário se achata e seus sonhos se desmancham diante de compromissos que não podem pagar e os obrigam a pegar empréstimos.

Aposto que você não se recordava do sistema bancário, que serve a filosofia da escravidão moderna mantendo-nos, como patetas bitolados e endividados, dentro da ideia capitalista do salve-se quem puder, da filosofia do mais forte, do PROFISSIONAL PIT BULL, conceitos fabulosos que encontramos, por fim, em programas televisivos como “O APRENDIZ”, do João Dória Jr. e Roberto Justus, onde “o segundo colocado é, sempre, o primeiro DERROTADO”, não é mesmo? Pois o sistema bancário está aí, firme e forte atravessando todas as crises por ele mesmo criadas, recebendo, inclusive, grandes somas de dinheiro público para ferrar com você.

Deixaremos nossos estudantes sozinhos?

 

E, por fim, chegamos às nossas escolas, será que é necessário mesmo comentar sobre elas? Que papel tem nossas escolas neste cenário todo? Deixo com vocês algumas frases de Paulo Freire que esclarecem isto e nos fazem entender as mudanças propostas pelo governo ilegítimo, PEC 241 (PEC 55) e escola sem partido, para deteriorar aquilo que já é péssimo.

“Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.” “Educação não transforma o mundo, educação muda as pessoas, pessoas transformam o mundo.” “Seria uma atitude muito ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que permitisse às classes dominadas perceberem as injustiças sociais de forma crítica…” Paulo Freire.

Portanto, uma pessoa que não consegue ter a mesma interpretação de mundo que você, que não é uma pessoa esclarecida como você, que não possui a capacidade de acionar mais que dois neurônios em seu tele encéfalo, como você, que teve a oportunidade de conhecer o outro lado daquilo a que somos treinados a saber desde crianças, não deve ser chamada de “COXINHA”, senão pelos motivos elencados aqui neste texto, que procurou demonstrar o enorme aparato de que dispõe aqueles 1% da população do mundo para massacrar todos os demais e os manter dóceis e sob controle, observando que eles são, portanto, vítimas, talvez porque considerar as pessoas como “burras” e chamá-las de outros mimosos adjetivos de mesmo sentido, não as trarão para o nosso lado, que é como se vence qualquer batalha, terminando, ao final, com um exército mais numeroso que o nosso inimigo.

“Coxinhas” não deixarão de sê-lo, não alcançarão a sabedoria e a mesma compreensão política que você, uma sumidade intelectual, tem, quando você os ofender considerando-os simples idiotas, eles tem que ser respeitados, pois que são vítimas de todo um processo montado por nossa elite para manterem o seu “STATUS QUO”, e nós, que nos consideramos de esquerda, e mais inteligentes e capazes, somos manipulados exatamente para ficarmos a ridicularizar estas pessoas e retirar a possibilidade de que elas venham, um dia, a participar do jogo ao nosso lado e contra as elites. Desta forma, se assim agirmos, estaremos fadados para sempre, ao fracasso.

Não é justo deixarmos nossos estudantes fazerem sozinhos aquilo que deveríamos estar fazendo, defender nossa Democracia, nossa Soberania e nosso Futuro. Precisamos nos unir a eles, agora!

 

Não se deve condenar uma pessoa estuprada, vítima de uma violência abjeta e brutal como o estupro, de ser responsável pelo que lhe ocorreu. Da mesma forma não se pode condenar uma pessoa “pobre de direita”, de pensar como ela pensa, principalmente por termos a real noção do gigantesco aparato que a envolve e que a faz, desde o dia em que ela nasce ao último dia de sua vida, ser, pensar e agir como ela, infelizmente, age.

Estas pessoas precisam de nós e nós precisamos delas, e, desta forma, temos que ter paciência e ajudá-las a conseguirem enxergar a terem outra compreensão do mundo da que elas tem no momento atual, esta é, afinal, a única chance que temos em reverter o jogo, trazê-las para o nosso lado.

Se não formos capazes, com toda a nossa inteligência, conhecimento e capacidade de discernimento que temos, de entender esta situação, ou é porque somos indivíduos preguiçosos intelectualmente, ou é porque somos portadores, assim como aqueles da elite a quem criticamos, de um caráter malévolo, que distorce a nossa humanidade e apenas queremos que os que consideramos como “coxinhas”, deixem de servir à nossa elite nefanda, putrefata e apátrida, para passarem a nos servir, pois que somos superiores a todos os demais, assim como HITLER se considerava a tempos atrás.

Menos mal que nós não enxergamos nenhum nazista quando nos olhamos no espelho, não é verdade? O problema é que, muito provavelmente, Hitler, quando se olhava no espelho, observava um cândido anjinho disposto a salvar a humanidade, também.

 

Todo cuidado com nossos pensamentos e ações, companheiros, é pouco, como se vê.

Por fim, quero apenas chamar a atenção de que, mesmo com todo este poderio que eles usam contra nós, desde os nossos tenros primeiros dias de vida até o nosso último e derradeiro suspiro, esta força brutal e satânica, ainda possui as forças de dissuasão de contestação dos escravos rebeldes, que são a nossa polícia e o nosso judiciário, que atuam em conjunto para manter a patuleia desvairada no seu devido lugar, debaixo das botas desta elite, servil aos interesses alienígenas e que vende nosso futuro como nação, ao lhes entregar nossas riquezas para ter a permissão e a garantia de poder nos esfolar dia após dia, em troca de uma pequena parte do butim do que nos é roubado.

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Para finalizar, para você, heroico leitor que se atreveu a ler este texto até aqui, ajoelho diante de ti, para te pedir humildemente que, se você concorda com o todo exposto até aqui, compartilhe com todas as pessoas de seu convívio nas redes sociais e blogs, hoje, amanhã, e depois, porque a tarefa de escrever textos que venham a significar algo na vida das pessoas é por demais difícil e o tempo que perdemos com a divulgação dos textos é grande. Ajude a disseminar as coisas boas, pois elas se reverterão a todos nós.

Organizar as ideias e colocá-las no papel se expondo às críticas, já é, por si só, uma tarefa bastante árdua, e, por isto, lhe peço que compartilhe em todas as mídias sociais não só este texto, mas todos os demais que acreditem que tenham algum conteúdo, que você tenha gostado e que valha a pena conhecer/saber, fazendo com que ele passe a ser conhecido de outras pessoas e possamos, com isto, mudar, verdadeiramente, este mundo em que vivemos, pois só assim é que poderemos fazer frente a este aparato poderoso que 1% da população detém, e que eles usam para nos manter acorrentados à falta de esperanças e perspectivas, que são as únicas coisas que eles nos dão como brinde em nosso dia a dia, pois todo o resto eles nos cobram em dobro.

Salam, Shalom, peace, paz.

Fábio Brito, Santa Catarina, Brasil.

Itarantim, uma cidade à beira da morte e cheia de fantasmas. Até quando?

“As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam.”

Madre Teresa de Calcutá.

Como nos tornamos cegos diante de nós mesmos a ponto de apedrejarmos as pessoas mesmo tendo Jesus diante delas? Passamos por cima de séculos de conquistas e avanços culturais, civilizatórios, políticos e religiosos, porque algumas pessoas assim propagam que temos que agir, em alguma emissora de televisão, ou assim nos dizem em alguma rádio?

O que, verdadeiramente aprendemos com a leitura da bíblia? Será que verdadeiramente nós a lemos ou também terceirizamos mais este aspecto de nossas vidas, deixando a interpretação a cargo do pastor ou do padre? Acaso não temos discernimento próprio quando o assunto se refere a religião, que não possamos identificar por onde seguir, a não ser que seja pela palavra de outrem?

Em uma infinidade de municípios de nosso imenso Brasil, cidades como Itarantim, onde vivo atualmente, estão, agora mesmo, à beira do abismo, próximas do colapso, e as pessoas que nela vivem, perambulam como zumbis de um lado a outro, enriquecendo uma elite putrefata e envenenando a própria alma com o veneno da intolerância, acreditando que, se assim o fizer, sem questionamentos, será aceita nos banquetes dos senhores da Casa Grande.

Aqui, onde vivo, estou a procurar um, e apenas um, empresário honesto, e confesso de que não tenho notícias de que este tipo raro ainda exista nestas plagas.

Quando me refiro à honestidade de empresários estou a falar que, mais que registrar seus funcionários em carteira e pagar o salário base de sua categoria, coisa que é rara nos interiores do Brasil, estou, também, procurando pessoas que não soneguem em suas empresas.

Por aqui, é mais que comum, é regra, não se emitir nota fiscal ou cupom fiscal. Onde quer que você compre, irá sair do estabelecimento sem os referidos comprovantes fiscais de compra. Como pode o poder público brasileiro permitir uma coisa destas? Por que não há qualquer sinal de uma fiscalização surpresa em uma determinada empresa local, fazendo, com isto, que esta imensa e grotesca sonegação diminua pelo medo de serem pegos em irregularidades?

Lamentavelmente, os cidadãos brasileiros que hoje se levantam contra o Governo Federal, parecem ignorar que, a não emissão dos bilhetes fiscais, faz com que a arrecadação do município, através de repasses do Governo Federal pelo Fundo de Participação dos Municípios, seja menor, e, com isto, os recursos destinados às escolas e aos hospitais, bem como aos cuidados básicos, como vias públicas, praças e áreas de lazer, fiquem prejudicados com a diminuição das verbas arrecadadas pela prefeitura.

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Como se não bastasse isto, o descaso da maioria das prefeituras, como acontece na cidade que vivo, Itarantim, para com o povo mais pobre e com menos condições, é total. Os espaços públicos são “privatizados”, praças públicas tem seus espaços tomados por empreendimentos, retirando da população até o mais elementar lazer, ruas e calçadas são “apropriadas” por pessoas que se entendem no direito de colocar materiais de construção onde, antes, cidadãos tinham direito de andarem em segurança a salvo dos automóveis nas ruas. Se a prefeitura se nega a fiscalizar e a coordenar a utilização dos espaços públicos, para que serve então?

Quando existe um hospital, este funciona de forma absolutamente precária, possuindo equipamentos obsoletos, defeituosos e que colocam em risco a população com o simples uso dos mesmos. Estes ambientes, que deveriam prezar pela higiene e asseio se encontram em condições tão precárias que o seu fechamento até seria recomendável, não fossem deixar esta população sem atendimento algum e submetendo a condições ainda piores, tendo que se deslocar para atendimento em lugares em iguais condições, em distâncias maiores e sem garantias de atendimento.

As condições de manuseio de alimentos são acintosas, degradantes. Animais abatidos em lugares sem higiene alguma e transportados em carroças sem qualquer proteção e a céu aberto onde moscas e poeira pousam tranquilamente deixando um rastro de contaminação mortal. Vigilância Sanitária? Onde?

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Junte-se a isto, os lixões criminosos, onde todo tipo de dejetos são amontoados ao ar livre, sem nenhuma separação e a forma de evitar maiores problemas é a queima de todos os tipos de resíduos indiscriminadamente, liberando uma fumaça altamente tóxica e cancerígena, temos um quadro de calamidade geral. Será que não aprendemos ainda que o correto tratamento dado aos dejetos produzidos diariamente, não só diminui a possibilidade de doenças mas permite a economia e geração de riquezas através da reciclagem dos componentes presente nos descartes das residências e empresas?

Rios recebem lixos despejados inadvertidamente pela população e “morrem” não apresentando sinais de vida neles. Um destes rios, na cidade de Itarantim, parece escoar petróleo de tão preta que suas águas se transformaram. Não fosse o odor fétido que emana de suas águas mortas, poderíamos ver pessoas com baldes a retirar o “líquido negro” de seu leito acreditando ser o “ouro negro” tão cobiçado e que gera tantas guerras.

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Como pode a civilização passar ao largo de tantos lugares aqui e alhures em nosso país? Por que aceitamos as coisas mais absurdas sem levantar a nossa voz contra este gigantesco mar de iniquidades? O que nos faz sermos tão cordatos com coisas tão flagrantemente abjetas e prejudiciais a todos nós e tão intolerantes a coisas, muitas vezes, insignificantes ou que nem nos dizem respeito direto, como a escolha da opção sexual dos demais cidadãos?

Igrejas são erguidas em nome de Deus pregando, contraditoriamente, a intolerância e a condenação das atitudes de outras pessoas, enquanto os responsáveis pelas mesmas, ao invés de investir o que se arrecada nelas, nas pessoas, na solidariedade humana, levando alimentos a quem tem fome ou roupas a quem nada tem, compram fazendas e imóveis e montam impérios, rindo da boa vontade e da fé das pessoas e se regozijam com a isenção tributária dispensada pelo fisco brasileiro para as religiões. Em nome de que esta isenção, pergunta-se, e até quando?

A hipocrisia reina absoluta! Os que encontram-se errados até a medula, parecem acreditar em sua santidade diante da inércia das autoridades que deviam estar a proteger os cidadão dos abusos de toda a ordem a que estão submetidos.

Em nossa Constituição diz-se que todos são iguais perante a lei, mas, no entanto, quando nos referimos a cidadãos de cidades interioranas, com populações menores que 50.000 indivíduos, esta parte de nossas leis são apenas letras mortas, como os rios fétidos e os lixões a céu aberto. Acima delas pairam apenas o preto dos urubus, os juízes de capas pretas existem apenas no país de faz de contas, que se vê nas transmissões televisivas. Justiça nenhuma, saúde nenhuma, lazer nenhum, educação zero.

Até quando iremos permitir e aceitar uma aberração destas assim, pacificamente e resignadamente? Até quando iremos continuar sem nos mover contra tudo isto?

Cada um de nós tem o poder de mudar o mundo, se assim o quisermos, a começar a mudar a nós mesmos a não permanecermos calados diante de situações de injustiças. A corrupção toma seu lugar quando vemos situações erradas e nos calamos. As arbitrariedades fazem festa em nosso lombo, quando fingimos que não vemos.

O que nos impede de solicitar a escala de plantão dos médicos e servidores dos hospitais que deveriam funcionar para o bem de todos em cada município brasileiro? O que nos impede de exigir que estas escalas sejam expostas em locais visíveis com os nomes dos funcionários e horários de cada um, com dias e horas respectivas?

O que nos impede de sabermos quais os nomes, funções, horários e locais de trabalho de cada servidor concursado e/ou contratado pelos municípios? O que nos impede de fixar a remuneração de vereadores tão pouco produtivos, para os cidadãos de nossas cidades?

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Como não exigir, numa cidade como Itarantim, por exemplo, que sejam apurados os comentários à boca miúda, a respeito de funcionários fantasmas que existiriam na prefeitura? Como não pressionar os vereadores para que se apure e se divulgue a lista dos trabalhadores do município?

Não nos parece plausível que absurdos desta ordem continuem a proliferar, onde quer que sejam encontrados. Onde estão os vereadores da cidade e que atitude irão tomar diante da questão dos funcionários fantasmas? Os cidadãos irão pressionar seus vereadores a tomarem alguma medida de fiscalização e apuração do problema?

Talvez a questão a saber é: até onde estamos dispostos a nos indignar contra os abusos cometidos contra nós mesmos e a defender-nos e aos nossos semelhantes, vizinhos, amigos e parentes destas mesmas arbitrariedades?

Uma cidade onde sua população não pode exercer a possibilidade de participar nas decisões exaradas de sua prefeitura é, desde já, uma cidade condenada a se transformar num presídio, onde as pessoas que são postas no comando apenas exercem o poder de quadrilhas, mesmo que estas se sucedam no poder.

É um lugar onde a humanidade está condenada a extinção, mesmo que prospere e cresça em seu espaço físico, mas, em seu povo, a chama da vida se apagará um pouco mais a cada dia e a centelha divina, mesmo com a proliferação de templos religiosos, se esvairá cada vez mais, com o suceder das noites, até que se extinga de vez.

Cada um de nós tem um poder imenso dentro de si e este poder pode ser resumido em um sinal apenas, “?”, o de interrogação. Questionar as coisas que vemos e querer saber como e porque funcionam de determinada maneira e saber se poderiam ser de uma outra forma, é, em si mesmo, o começo de toda e qualquer revolução.

Comecemos então a questionar.

Por quê?

Fábio Brito – Bahia.