Arquivo da tag: elite

A “Verdadeira” Crise que nos Atinge!

A tolerância e a argumentação sensata são as melhores formas de nos contrapor a um interlocutor fraco em suas ideias e que nos agride buscando nos humilhar. Respeitar um agressor não significa baixar a cabeça, significa não trairmos nossos princípios. A contraposição tem que estar no campo das ideias, sempre.

Fábio Brito.

 

É companheiro, devo concordar com você numa coisa, esta crise que está a nos atingir não é coisa pouca, mas, confesso, resolvi escrever esta carta porque não consigo ver como você e meus outros colegas, enxergam certas coisas.

Confesso que fiquei absolutamente assustado em perceber que, quase todos em nosso trabalho, pensam como você, e, embora não tenha podido debater com vocês a respeito do que se passa em nosso país, tenho que discordar das ideias fascistas que tenho escutado pelos corredores.

No entanto, não estou aqui para te julgar e, nem muito menos aos demais de nosso trabalho.

As ideias, com certeza, são fascistas, e, antes de isto representar um julgamento de qualquer um de vocês, como pessoas, é a constatação daquilo que o é, e não pode ser escondido, para que possamos conviver bem e sem problemas.

Meu espanto maior é que, apesar de serem ideias fascistas, não consigo enxergar em nenhum de nossos colegas, você incluso, pessoas que caibam no figurino de “pessoas fascistas”.

Me oponho, frontalmente, às ideias que vocês expõem todos os dias, mas não consigo ter o mesmo ânimo em me opor a nenhum de vocês, e isto me deixa confuso, o que está acontecendo?

O que temos de concreto? A inflação está alta? O desemprego cresce vertiginosamente? A corrupção nunca foi tão escancarada e num grau tão elevado e absurdo como nunca vimos antes?

Confesso que não tenho parâmetros sólidos para ter a certeza insofismável destas afirmações.

Ante ao meu espanto com relação às ideias fascistas, de pessoas que sei, tenho certeza, são pessoas de bem, apesar do pouco convívio que tenho com a equipe, fui tentar descobrir o que provocou, o que teria levado a cada um dos membros da equipe a ter um posicionamento tão diferente, a meu ver, do caráter de cada um.

Num dos textos que escrevi neste blog, existe uma afirmação muito interessante e que usei para representar a ideia de que, muitas vezes, mesmo não sendo, nós nos tornamos, devido a fatores diversos, o oposto daquilo que, verdadeiramente, somos: as pessoas que apoiavam Hitler, quando se olhavam ao espelho, não viam nenhum nazista lá.

Ouço falar que o Governo Federal está isolado, legal isto, estar isolado agora é argumento, no entanto, me pergunto, o que será que diriam quando era o Lula que estava à frente do governo e detinha índices de 86% de aprovação? E esta mesma Dilma, antes das jornadas de junho de 2013, (qual foram mesmo os motivos para elas terem existido?) detinha índices de aprovação de cerca de 70%?

Não acredito que possa ser possível, a quem quer que seja, mesmo a mais desatenta das pessoas, não perceber que, desde o dia em que saiu o resultado da eleição, no segundo turno das eleições de 2014, quando a Presidenta Dilma obteve 54.501.118 votos, o que representou o total de 51,64% dos votos, se trabalha diuturnamente para inviabilizar o seu governo e impedir que ela governe.

Eleiçao2014Presidenta

Quem poderia apresentar algum resultado positivo e rearrumar os rumos, sem que se tenha tido oportunidade para isto?

Dizer que não é GOLPE, claro que é, e para se ter a certeza disto basta se verificar, lá atrás, quantas foram as explicações para se justificar a intenção de não se deixar a Presidenta trabalhar e, por fim, se retirar ela de lá.

Seria preciso lembrar com quem as pessoas que desejam apear a presidenta do poder, se aliaram? Jair Bolsonaro e Eduardo Cunha, por exemplo?

Então, já de largada, não se pode argumentar que se pretende impichar a presidenta eleita, por causa de corrupção, não é verdade? Afinal, qual a acusação que recai contra a presidenta Dilma em relação à corrupção? Nenhuma, nada! Nem de Petrolão, Suiçalão, Roubo das Merendas das Crianças, Trensalão, HSBC Leaks ou Zelotes.

Curioso mesmo que, ao observarmos que mesmo não estando indiciada ou sequer, investigada em nenhum destes escândalos citados acima, o que se observa é que, justamente, as pessoas que buscam retirar a presidenta do poder é que estão citadas, investigadas e, algumas, indiciadas pela Justiça. Estranho, não lhe parece?

Mas o pedido de “impeachment” se refere a outras coisas, não é mesmo? São as pedaladas fiscais e os créditos suplementares, os tais “empréstimos”, que não teriam tido autorização da Câmara de Deputados.

A questão deste tipo de argumento é que, no ordenamento Jurídico, um dos pressupostos basilares é o de que não existe crime sem uma lei que o defina antes, o que significa dizer que, para a Presidenta Dilma estar passando por este processo agora, o TCU, ou o STF teria que ter provocado a jurisprudência em determinado momento, ou seja, se hoje o STF julgasse algum caso semelhante a estes da Dilma e entendesse que as ações praticadas não mais poderiam ser, sob pena de crime de responsabilidade, no ano seguinte, depois de publicado o acórdão, não se poderia mais recorrer ao expediente em questão no processo de agora, e que FHC e LULA se utilizaram dele, bem como diversos governadores o fazem no presente momento.

BrasilDoente

Outra questão, que salta aos olhos, é em como a nossa sociedade funciona, e quem ela visa privilegiar, que, aliás, é uma das formas que nos levam a agir e pensar contra a presidenta Dilma.

Ter RESPONSABILIDADE SOCIAL em cuidar de pessoas mais fragilizadas que a gente ao não deixar faltar o dinheiro necessário aos programas destinados a estas pessoas não pode, é crime, que tem que ser punido, indiscutivelmente, com a cassação dos 54 milhões de votos dos INDIGENTES que ela conseguiu. Nada mais rasteiro que este tipo de pensamento, me desculpe a sinceridade.

Os ricos e extremamente ricos, não tem do que se queixar. Criticamos o Bolsa Família porque estas pessoas tem que aprender a pescar, onde já se viu uma coisa destas, estas pessoas penduradas em nossos pescoços e nós tendo que sustentar estes “vagabundos”, que agora começaram a “parir um filho por ano para ganhar em cima da gente”.

Confesso que não tenho muito argumento se o nível da crítica for este, mas, circula na internet uma frase lapidar que serve de resposta a este tipo de pensamento: “Como explicar o Bolsa Família para pessoas que não sabem da existência da Lei Áurea?”

Ora, qualquer pessoa que trabalha em banco não pode dizer, minimamente, que não conhece os números de nossa economia, então, se nossa intenção é uma intenção honesta, por que não procurar saber qual o impacto direto de um programa como o Bolsa Família, na arrecadação do Governo Federal?

Enquanto o impacto do Bolsa Família representa 0,5% do que se arrecada, os rentistas abocanham 47,24%. Coisa pequena.

BolsaBanqueiro

O fato é que estamos acreditando que é normal e justo “expulsar” as pessoas de menor poder aquisitivo do banco, enviando elas para os correspondentes bancários como os Correios, lotéricas e rede cash, negando, de fato, atendimento a estas pessoas. Na outra ponta, atendemos clientes de bom poder aquisitivo, com banco em greve, antes de abrir a agência no horário programado e mesmo depois de fechado.

É normal isto? Será que este modo de agir não impacta em nossas ações diárias e nos fazem internalizar um preconceito adjacente contra estas pessoas “pobres” e seus defensores? Deveríamos pensar sobre isto.

Vivemos num mundo em que a competição é regra e você é levado a ser o vencedor. Geralmente, vemos opiniões de que “o segundo colocado é o primeiro derrotado”. Mesmo nos locais de trabalho mais civilizados, não podemos deixar de observar a filosofia capitalista dominante.

Roberto Justus e João Dória, são, para todos nós, pessoas de sucesso.

Gerdau e os irmão Marinho, da Globo, igualmente.

Será que damos a devida importância a uma denúncia de que o Grupo Gerdau pagou propina a fiscais da receita para sumirem com a dívida que tem com a Receita Federal? Achamos tão feio isto e, da mesma forma, como vemos uma “suspeita” difundida pela Rede Globo, contra o LULA, que não teria condições de comprar um barco de lata de R$ 4.000,00?

Aliás, qual o grau de credibilidade que reputamos à Rede Globo, depois que conhecemos o histórico de fraudes e crimes destas organizações criminosas que, inacreditavelmente, detém um poder fabuloso?

Vamos recordar alguns crimes da Globo?

Escândalo Proconsult;

Edição do debate de LULA X COLLOR em 89;

Escândalo TIME-LIFE;

Cobertura da Campanha das Diretas Já;

Sonegação de impostos da copa de 2012 com criação de empresa off shore para evitar pagar impostos;

Roubo dos documentos deste processo, para evitar pagar os impostos e as multas que ultrapassam o montante de R$ 1.000.000.000,00 (UM BILHÃO).

E, veja, nem falamos das fraudes cometidas em diversas matérias e reportagens cotidianas, a que somos submetidos, e que nem nos damos conta do grau de manipulação que se usa, para tentar nos fazer acreditar nas coisas mais absurdas e inacreditáveis.

Um pequeno exemplo disto do que falo, está aqui, neste mesmo blog, onde você pode observar o absurdo que é o que esta emissora faz, leia a matéria “Os 50 tons de GOLPE da GLOBO  e porque sua concessão tem que ser cassada já!!!”, e, ao final da matéria, veja a reportagem de 22 minutos sobre a Fome no Brasil, uma reportagem premiadíssima da Rede Globo. Tire suas próprias conclusões.

O que nos leva a ser quem somos? O que nos leva a agir e pensar o que pensamos?

O ambiente em que nascemos (cultura), a forma de organização da economia do lugar onde nascemos (sistema, capitalista ou socialista?), a filosofia, nossa família e as relações que estabelecemos, bem como amigos, acesso aos meios de comunicação, nosso caráter, escolas, nos ajudam a formar a pessoa quem somos e como agimos diante do mundo.

Muitas vezes não despertamos para aquilo que nos empurra para longe de nós mesmos, aceitamos fazer um trabalho que não gostamos muito, mas que precisamos para que paguemos nossas contas.

A convivência em sociedade também explica, um pouco, de como nos tornamos quem somos e como pensamos. Se frequentamos um clube, as pessoas com quem nos relacionamos lá, nos ajuda a formar um modelo de ação e pensamento.

Dificilmente iremos nos contrapor com a forma de pensar das pessoas, nos lugares que frequentamos, pois o desejo de aceitação e pertencimento, que é próprio de cada um de nós, nos impelirá, nos fará ver que, para pertencer a um grupo, precisamos comungar de uma maneira aproximada de agir.

O fato é que não devemos julgar ninguém, pois ninguém é só bondade, nem ninguém é só maldade, todos, indistintamente, tem dentro de si, a semente do bem e do mal, e, aquilo que nos define como sendo pessoas boas ou más, em parte, se refere a atenção que temos com as nossas atividades cotidianas, se refere a uma decisão nossa diante do que acreditamos ser importante e que nos fará escolher a uma das sementes, regar e cuidar da semente e da planta que ela irá se tornar.

Definitivamente devemos evitar que preconceitos tomem conta de nossos corações. Cada um de nós precisa um do outro e, sendo assim, devemos abrir nossos corações, para que somente as coisas boas estejam presentes em nossas ações.

A divergência de pensamento não deve, necessariamente, ser combatida, a diferença do outro, também nos ajuda a enriquecer o nosso próprio mundo e a nos tornarmos pessoas melhores.

A forma como imagino: Devemos ser os primeiros a questionar sobre tudo aquilo em que acreditamos e buscar melhorar, sempre. Este é um dos princípios da verdadeira Democracia, estar aberto a reconhecer que não somos donos da verdade e aceitar que, opiniões divergentes das nossas, podem ser melhores e aceitá-las, nos prontificando a implementá-las.

Continuo a me sentir em casa em Lages. As pessoas aqui são muito parecidas com as da Bahia, amistosas, brincalhonas, prestativas. No fundo, quando observamos o que é o principal e o que é detalhe, no relacionamento entre as pessoas, sabemos que a maneira de ser de cada um é muito maior e suplanta a forma de pensar e eventuais divergências que temos com as outras pessoas.

Sou obrigado a observar, portanto, que mais que uma crise real, econômica, passamos por uma crise ética, e de atenção das coisas que nos cercam e como elas funcionam. O nosso dia a dia, não tem nos permitido analisar com a profundidade, que se é merecida, os fatos e acontecimentos, nos levando a criar respostas superficiais a questões que são, de fato, mais profundas e exigem uma maior reflexão.

Criticar é muito fácil e acreditar que somos a pessoa certa num debate mais ainda, no entanto, temos que ter cuidado para não incorrermos nesta maneira de agir, pois se assim o fizermos, estaremos, apenas, nos colocando na platéia e estaremos a nos aplaudir efusivamente, enquanto passamos a desqualificar os nossos interlocutores, passando, por vezes, a fazer troça, chacota de suas opiniões, pelo simples fato que, tal pessoa, não concorda conosco.

E, o perigo disto acontecer é só um: já poderemos ter passado para o lado dos fascistas e nazistas e não nos aperceberemos disto, e, quando estivermos diante do espelho, estaremos a elogiar o fascista ou nazista que não identificamos em nosso próprio reflexo.

Para mim, o melhor amigo das ideias é um símbolo: “?”. Que coloquemos então a dúvida sempre à frente de nossas convicções. Questionar, é o melhor remédio para que não venhamos a nos colocar no lado errado da história e não venhamos a nos envergonhar do que fizemos ou deixamos de fazer.

A intolerância, que vivemos hoje, foi implantada recentemente nos corações e mentes dos brasileiros. Devemos nos atentar ao fato de que, quando recebemos uma bofetada, a reação imediata, é devolvê-la. Aqui neste espaço, tanto quanto em minha vida prática, tenho feito um esforço hercúleo de não cair nesta tentação, pois, quando revidamos uma agressão, mesmo que possamos sair desta refrega inteiros e o outro numa maca hospitalar, estaremos, por definitivo, derrotados, pois nos tornamos em um agressor igual a pessoa que nos agrediu primeiro.

Pensem nisto. Um abraço a todos e que Deus nos proteja nestes dias que virão e que nos dê muita sabedoria, para podermos acertar nas decisões que a vida está a nos cobrar.

 

F. B. – S. C.

Anúncios

Itarantim, uma cidade à beira da morte e cheia de fantasmas. Até quando?

“As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam.”

Madre Teresa de Calcutá.

Como nos tornamos cegos diante de nós mesmos a ponto de apedrejarmos as pessoas mesmo tendo Jesus diante delas? Passamos por cima de séculos de conquistas e avanços culturais, civilizatórios, políticos e religiosos, porque algumas pessoas assim propagam que temos que agir, em alguma emissora de televisão, ou assim nos dizem em alguma rádio?

O que, verdadeiramente aprendemos com a leitura da bíblia? Será que verdadeiramente nós a lemos ou também terceirizamos mais este aspecto de nossas vidas, deixando a interpretação a cargo do pastor ou do padre? Acaso não temos discernimento próprio quando o assunto se refere a religião, que não possamos identificar por onde seguir, a não ser que seja pela palavra de outrem?

Em uma infinidade de municípios de nosso imenso Brasil, cidades como Itarantim, onde vivo atualmente, estão, agora mesmo, à beira do abismo, próximas do colapso, e as pessoas que nela vivem, perambulam como zumbis de um lado a outro, enriquecendo uma elite putrefata e envenenando a própria alma com o veneno da intolerância, acreditando que, se assim o fizer, sem questionamentos, será aceita nos banquetes dos senhores da Casa Grande.

Aqui, onde vivo, estou a procurar um, e apenas um, empresário honesto, e confesso de que não tenho notícias de que este tipo raro ainda exista nestas plagas.

Quando me refiro à honestidade de empresários estou a falar que, mais que registrar seus funcionários em carteira e pagar o salário base de sua categoria, coisa que é rara nos interiores do Brasil, estou, também, procurando pessoas que não soneguem em suas empresas.

Por aqui, é mais que comum, é regra, não se emitir nota fiscal ou cupom fiscal. Onde quer que você compre, irá sair do estabelecimento sem os referidos comprovantes fiscais de compra. Como pode o poder público brasileiro permitir uma coisa destas? Por que não há qualquer sinal de uma fiscalização surpresa em uma determinada empresa local, fazendo, com isto, que esta imensa e grotesca sonegação diminua pelo medo de serem pegos em irregularidades?

Lamentavelmente, os cidadãos brasileiros que hoje se levantam contra o Governo Federal, parecem ignorar que, a não emissão dos bilhetes fiscais, faz com que a arrecadação do município, através de repasses do Governo Federal pelo Fundo de Participação dos Municípios, seja menor, e, com isto, os recursos destinados às escolas e aos hospitais, bem como aos cuidados básicos, como vias públicas, praças e áreas de lazer, fiquem prejudicados com a diminuição das verbas arrecadadas pela prefeitura.

DSC05146

Como se não bastasse isto, o descaso da maioria das prefeituras, como acontece na cidade que vivo, Itarantim, para com o povo mais pobre e com menos condições, é total. Os espaços públicos são “privatizados”, praças públicas tem seus espaços tomados por empreendimentos, retirando da população até o mais elementar lazer, ruas e calçadas são “apropriadas” por pessoas que se entendem no direito de colocar materiais de construção onde, antes, cidadãos tinham direito de andarem em segurança a salvo dos automóveis nas ruas. Se a prefeitura se nega a fiscalizar e a coordenar a utilização dos espaços públicos, para que serve então?

Quando existe um hospital, este funciona de forma absolutamente precária, possuindo equipamentos obsoletos, defeituosos e que colocam em risco a população com o simples uso dos mesmos. Estes ambientes, que deveriam prezar pela higiene e asseio se encontram em condições tão precárias que o seu fechamento até seria recomendável, não fossem deixar esta população sem atendimento algum e submetendo a condições ainda piores, tendo que se deslocar para atendimento em lugares em iguais condições, em distâncias maiores e sem garantias de atendimento.

As condições de manuseio de alimentos são acintosas, degradantes. Animais abatidos em lugares sem higiene alguma e transportados em carroças sem qualquer proteção e a céu aberto onde moscas e poeira pousam tranquilamente deixando um rastro de contaminação mortal. Vigilância Sanitária? Onde?

DSC05095

Junte-se a isto, os lixões criminosos, onde todo tipo de dejetos são amontoados ao ar livre, sem nenhuma separação e a forma de evitar maiores problemas é a queima de todos os tipos de resíduos indiscriminadamente, liberando uma fumaça altamente tóxica e cancerígena, temos um quadro de calamidade geral. Será que não aprendemos ainda que o correto tratamento dado aos dejetos produzidos diariamente, não só diminui a possibilidade de doenças mas permite a economia e geração de riquezas através da reciclagem dos componentes presente nos descartes das residências e empresas?

Rios recebem lixos despejados inadvertidamente pela população e “morrem” não apresentando sinais de vida neles. Um destes rios, na cidade de Itarantim, parece escoar petróleo de tão preta que suas águas se transformaram. Não fosse o odor fétido que emana de suas águas mortas, poderíamos ver pessoas com baldes a retirar o “líquido negro” de seu leito acreditando ser o “ouro negro” tão cobiçado e que gera tantas guerras.

DSC05132c

Como pode a civilização passar ao largo de tantos lugares aqui e alhures em nosso país? Por que aceitamos as coisas mais absurdas sem levantar a nossa voz contra este gigantesco mar de iniquidades? O que nos faz sermos tão cordatos com coisas tão flagrantemente abjetas e prejudiciais a todos nós e tão intolerantes a coisas, muitas vezes, insignificantes ou que nem nos dizem respeito direto, como a escolha da opção sexual dos demais cidadãos?

Igrejas são erguidas em nome de Deus pregando, contraditoriamente, a intolerância e a condenação das atitudes de outras pessoas, enquanto os responsáveis pelas mesmas, ao invés de investir o que se arrecada nelas, nas pessoas, na solidariedade humana, levando alimentos a quem tem fome ou roupas a quem nada tem, compram fazendas e imóveis e montam impérios, rindo da boa vontade e da fé das pessoas e se regozijam com a isenção tributária dispensada pelo fisco brasileiro para as religiões. Em nome de que esta isenção, pergunta-se, e até quando?

A hipocrisia reina absoluta! Os que encontram-se errados até a medula, parecem acreditar em sua santidade diante da inércia das autoridades que deviam estar a proteger os cidadão dos abusos de toda a ordem a que estão submetidos.

Em nossa Constituição diz-se que todos são iguais perante a lei, mas, no entanto, quando nos referimos a cidadãos de cidades interioranas, com populações menores que 50.000 indivíduos, esta parte de nossas leis são apenas letras mortas, como os rios fétidos e os lixões a céu aberto. Acima delas pairam apenas o preto dos urubus, os juízes de capas pretas existem apenas no país de faz de contas, que se vê nas transmissões televisivas. Justiça nenhuma, saúde nenhuma, lazer nenhum, educação zero.

Até quando iremos permitir e aceitar uma aberração destas assim, pacificamente e resignadamente? Até quando iremos continuar sem nos mover contra tudo isto?

Cada um de nós tem o poder de mudar o mundo, se assim o quisermos, a começar a mudar a nós mesmos a não permanecermos calados diante de situações de injustiças. A corrupção toma seu lugar quando vemos situações erradas e nos calamos. As arbitrariedades fazem festa em nosso lombo, quando fingimos que não vemos.

O que nos impede de solicitar a escala de plantão dos médicos e servidores dos hospitais que deveriam funcionar para o bem de todos em cada município brasileiro? O que nos impede de exigir que estas escalas sejam expostas em locais visíveis com os nomes dos funcionários e horários de cada um, com dias e horas respectivas?

O que nos impede de sabermos quais os nomes, funções, horários e locais de trabalho de cada servidor concursado e/ou contratado pelos municípios? O que nos impede de fixar a remuneração de vereadores tão pouco produtivos, para os cidadãos de nossas cidades?

DSC05125

Como não exigir, numa cidade como Itarantim, por exemplo, que sejam apurados os comentários à boca miúda, a respeito de funcionários fantasmas que existiriam na prefeitura? Como não pressionar os vereadores para que se apure e se divulgue a lista dos trabalhadores do município?

Não nos parece plausível que absurdos desta ordem continuem a proliferar, onde quer que sejam encontrados. Onde estão os vereadores da cidade e que atitude irão tomar diante da questão dos funcionários fantasmas? Os cidadãos irão pressionar seus vereadores a tomarem alguma medida de fiscalização e apuração do problema?

Talvez a questão a saber é: até onde estamos dispostos a nos indignar contra os abusos cometidos contra nós mesmos e a defender-nos e aos nossos semelhantes, vizinhos, amigos e parentes destas mesmas arbitrariedades?

Uma cidade onde sua população não pode exercer a possibilidade de participar nas decisões exaradas de sua prefeitura é, desde já, uma cidade condenada a se transformar num presídio, onde as pessoas que são postas no comando apenas exercem o poder de quadrilhas, mesmo que estas se sucedam no poder.

É um lugar onde a humanidade está condenada a extinção, mesmo que prospere e cresça em seu espaço físico, mas, em seu povo, a chama da vida se apagará um pouco mais a cada dia e a centelha divina, mesmo com a proliferação de templos religiosos, se esvairá cada vez mais, com o suceder das noites, até que se extinga de vez.

Cada um de nós tem um poder imenso dentro de si e este poder pode ser resumido em um sinal apenas, “?”, o de interrogação. Questionar as coisas que vemos e querer saber como e porque funcionam de determinada maneira e saber se poderiam ser de uma outra forma, é, em si mesmo, o começo de toda e qualquer revolução.

Comecemos então a questionar.

Por quê?

Fábio Brito – Bahia.

ARAPUCA OCULTA – O porquê é necessário se dar a conhecer o inimigo. Reunir forças e não lutar sozinho.

“Será mais nobre, na mente, sofrer as pedras e setas da

fortuna enfurecida ou pegar em armas contra um mar de iniquidades e,

em oposição, pô-las a termo?”

A tragédia de Hamlet, de William Shakespeare. Ato III, Cena I

Uma das táticas usadas numa guerra é a ENGANAÇÃO, o embuste, o blefe. É preciso distrair os menos avisados, chamar a atenção para uma atitude que não é o centro das ações, ou, ainda, ter várias ações, onde se pode fortalecer uma ou outra, a depender de onde o oponente se mostre mais fraco.

SUN TZU ensina isto. Fazer o inimigo acreditar num movimento seu, e levá-lo a erro, movimentando suas forças para onde, ou será aniquilada numa armadilha, ou irá perder tempo com o movimento feito, enfraquecendo um determinado flanco, por onde se pretende avançar.

O que estamos vendo em nosso país é uma “guerra”, e os jogadores, de um lado, estão sendo bem informados, estão recebendo suporte de alguém com “expertise” em assuntos relacionados a golpes e desestabilizações de democracias. Esperemos que esta “guerra” fique, apenas, no campo verbal, pois o que se pode seguir a ela, ao se concretizar um GOLPE, pode ser uma carnificina sem precedentes em nosso país, uma guerra civil.

Neste aspecto, vemos várias jogadas da direita, em busca de fechar o cerco contra as esquerdas brasileiras e levá-las ao precipício. É preciso sufocar o adversário e deixá-lo sem fôlego, zonzo, sem rumo. Abater seu ânimo até que, o seu mais ferrenho defensor, desista e abandone o barco, como um rato assustado.

ParabólicaRicupero

ESCONDER O QUE É BOM E MOSTRAR O QUE É RUIM – ANTÍTESE DO RUBENS RICUPERO DOS ANOS FHC.

Não é segredo de ninguém, a mudança de comportamento da grande mídia brasileira, após a ascensão de Lula ao Palácio do Planalto em 2002, vencendo a batalha eleitoral contra o candidato da elite a sucessão de FHC, José Serra.

De um comportamento sempre atrelado ao governo Federal, desde priscas eras, a imprensa brasileira, pela primeira vez, estava do outro lado, e iniciou um jogo pesado contra o Governo Lula. Entra em ação a imprensa mafiosa, onde o “negócio da notícia” passa a ser usado como numa guerra convencional, e, como numa guerra, “a primeira vítima foi a informação”.

A esquerda, no governo, não poderia ter sucesso! Desta forma, a ordem em todas as redações, era agir “à la Rubens Ricupero” só que, desta vez, às avessas, escondendo o que o Governo Federal fazia de bom para o cidadão brasileiro e mostrando o que havia de errado.

AS NOTÍCIAS RUINS ganham “status”. Era preciso criar uma sensação de intranquilidade na população brasileira. Era preciso fazer as pessoas se sentirem inseguras, e, desta forma, a violência passa a ocupar a cena principal nos telejornais. Junto a ela, as notícias de corrupção, antes escondidas, agora são noticiadas, com o devido cuidado de se esconder os nomes dos amigos e exibir como troféus pessoas do PT e/ou seus aliados. É assim que se cria um batalhão de insensatos, dispostos a reverberar as manchetes da grande empresa de mídia, é assim que se arregimenta a horda fascista disposta a fazer o trabalho duro e difícil, de graça, através de agressões e atentados.

Aqueles que se deixam emprenhar pelos ouvidos e olhos, tendo terceirizado a difícil e árdua tarefa de “pensar”, passaram a ser bombardeados, diuturnamente, com notícias negativas, em contradição à época de Fernando Henrique Cardoso.

Era muito sintomático, na era FHC, os jornais esconderem as péssimas notícias sobre a situação do país, apresentando matérias sobre as universidades dos EUA e seus feitos, suas descobertas.

Muito interessante quando terminavam os telejornais com singelas imagens de animais. Era o leãozinho nascido no jardim zoológico, era um pássaro multicolorido, que se acreditava extinto. Tudo muito lindo e encantador!!! Era preciso, então, disseminar esperança, otimismo. É assim, que as grandes empresas de mídia, amansam a insatisfação da população e manipulam sua opinião.

E o PT, com tantos intelectuais simpatizantes à sua causa, nada percebia. Nada fazia para estancar esta verdadeira sangria da DEMOCRACIA, patrocinada pelas Organizações Mafiosas da mídia brasileira, GLOBO à frente.

MACARTISMO1

CAÇADA INSANA CONTRA A CORRUPÇÃO – MACARTISMO Á BRASILEIRA.

Chegamos ao momento do MENSALÃO e as pessoas são supersaturadas com a exposição das entranhas da política brasileira, sempre com o cuidado de se buscar convencer ao cidadão, que, o “mal”, tem nome e mora no lado esquerdo do peito. LULA E O PT.

Seguindo nesta mesma toada, o mensalão do PSDB, chamado pela mídia de “mensalão mineiro”, pai de todos os mensalões posteriores, é poupado. Até hoje não foi julgado e, vários de seus protagonistas, estão a rir desmesuradamente da patuleia alienada. Estão “todos soltos”. Diversos crimes prescritos e sem data de julgamento. Vários personagens livres e despreocupados, pois, eles sabem, não serão incomodados.

A grande JUSTIÇA, a justiça maiúscula do Joaquim Barbosa, anda de quatro para a elite do país. Continua a oferecer, aos poderosos, a satisfação da impunidade. Todos riem, é só alegria no reino da “Dinamarca”.

LULA E A DÚVIDA DO IMPEDIMENTO.

Enquanto transcorre o processo do mensalão, a grande dúvida era a questão do impedimento do Presidente Lula. Decide-se pelo seu sangramento, para que chegasse às eleições sem capacidade de reação, sem moral para indicar seu sucessor.

Lamentavelmente, para alguns, a realidade daria um baile nos mesmos. Lula sai das cordas, em que fora colocado por um processo fantasioso, caracterizado por um “julgamento de exceção”, onde juízes julgam e condenam sem provas, com base numa “teoria do domínio do fato”, pois a “literatura jurídica assim permitia”.

Barbosa, elevado a herói nacional pela Veja e Organizações Globo, assim como antes houvera sido o Demóstenes Torres, um dos mosqueteiros da Veja, havia, propositalmente, escondido laudos da Polícia Federal e auditoria do Banco do Brasil, em que mostravam que não havia existido desvios de recursos, uma vez que as peças publicitárias, que se alegavam fictícias para o desvio do dinheiro do Banco do Brasil, foram executadas. Ademais, a VISANET, era uma empresa privada.

EleiçãoDilma2

CONTRARIANDO TODOS OS PROGNÓSTICOS, LULA ELEGE DILMA.

Durante a campanha de seu sucessor, a batalha foi feroz. José Serra começou a libertar os monstros da intolerância que, hoje, estão adquirindo moto próprio. Os projetos de governo foram relegados a segundo plano e evidenciaram-se pautas conservadoras como o aborto.

Como que numa sequencia do que observamos durante a campanha eleitoral, as agressões e boatos contra a presidente Dilma aumentam com o passar dos dias e se intensificam com a sua posse, agora como uma grande e incessante campanha dos veículos de comunicação que buscam desacreditar a presidenta eleita.

Estas se elevam, mais ainda, quando jovens vão às ruas protestando por R$ 0,20 centavos em passagens de ônibus urbanos e reivindicando a gratuidade para estudantes em todo país. A mídia brasileira vê a oportunidade e inicia uma campanha feroz de desgaste da presidenta, visando às eleições do ano seguinte, em 2014.

Com a campanha eleitoral em rádio e televisão, as esquerdas brasileiras vão recuperando o terreno perdido para a imprensa mafiosa brasileira que busca interferir no processo colocando todo seu peso na eleição de Aécio Neves. Nas vésperas da eleição a VEJA antecipa a capa que distribui aos milhares pelo país todo, principalmente em São Paulo. Um escândalo!

Mesmo com muita deficiência em sua comunicação com a população e o acirramento da disputa política em que os opositores não medem as consequências dos seus atos, soltando na arena política todos os fantasmas e monstros temidos, como a intolerância, homofobia, racismo, perseguição a grupos minoritários, manipulação vergonhosa da grande mídia, com destaque da edição da Veja, a três dias da eleição, que espalhou por muitos lugares, a página de capa como panfleto eleitoral contra a Dilma e o Lula, espalhando uma “notícia” que, hoje, com os depoimentos das pessoas relatadas na “reportagem”, sabe-se que foi uma grosseira mentira para alterar a eleição, Dilma é reeleita Presidenta do Brasil.

Com a derrota de Aécio para Presidente e a perda do PSDB do Estado de Minas Gerais para o PT, Aécio inicia uma campanha violenta para manter-se em evidência e encobrir as notícias do seu estado natal, onde o governador Fernando Pimentel, havia iniciado auditoria dos governos anteriores, do PSDB, e descoberto diversas irregularidades.

Sem a preocupação com os resultados sobre onde levariam suas atitudes,  a oposição leva o país a um estado de exaltação dos ânimos e notícias de intolerância, a cada dia, são mais comuns.

As apostas são em várias frentes:

Anulação da eleição. Primeiro Aécio buscou jogar dúvidas quanto a lisura do processo, pedir recontagem e sandices equivalentes, desautorizado pelos tribunais recorre ás doações “ilegais” que teriam sido recebidas pela campanha de Dilma, fato este que tem um apoio no fiel escudeiro do PSDB na Justiça, o ministro Gilmar Mendes, comandante em chefe das forças jurídicas do TUCANISTÃO.

Eleição de um opositor ao governo nas casas legislativas. São eleitos Renan Calheiros e Eduardo Cunha, sendo que, este segundo, declaradamente contrário ao governo e tendo atrás de si várias denúncias de irregularidades.

Projetos lesivos contra o governo nas casas legislativas. Vários projetos são apresentados para enfraquecer mais ainda o governo, desde projetos que aumentam os gastos para o governo num momento de contenção de gastos a projetos de lei que alteram a Lei de Partilha do Pré-Sal, desobrigando a participação da Petrobrás em 30% e a sua participação consequente na exploração de cada poço descoberto.

Impeachment. Através de “argumentos” fantasiosos e falaciosos, busca-se criar uma atmosfera de dificuldades e paralisia governamentais. Usam-se as chamadas “pedaladas fiscais” e diversos outros.

Paralisação do país através da lava-Jato. Dificuldades várias, insegurança jurídica, prisão de diretores e proprietários de empresas e paralisação das empreiteiras e obras visam causar um caos no país, agravando-se ainda mais a crise mundial que passa a atingir mais forte os demais países e começa a refletir, também, com mais força, no Brasil.

TioSam1

Os Estados Unidos estão movimentando suas peças no tabuleiro da América Latina e o Brasil é peça importante para este país manter sua hegemonia mundial, através da garantia da posse de riquezas dos países desta região. A desestabilização de todas as democracias, então, é o motor principal da política atual deste império, que não está a medir esforços para conseguir seus intentos.

Através de protestos engendrados e anabolizados pela mídia vendida destes países, busca-se a queda das esquerdas, contrárias ao poder de Washington. Compras de parlamentares, apresentação de projetos que beneficiem suas empresas em detrimento das dos países de origem de cada um e outras estratégias, como a guerra, entre alguns destes países, pretende-se cercar toda a América do Sul, que tem se levantado e desafiado, sistematicamente, o poder da Águia.

As fronteiras entre Venezuela e Colômbia, são as que inspiram maiores cuidados e, uma guerra entre estes dois países, levaria a Washington a sair em socorro a seu aliado, a Colômbia, contra seu inimigo maior na região, a Venezuela, passando a intervir descarada e escancaradamente contra este.

Com várias bases implantadas no território colombiano, esta tarefa seria mais fácil, esperam eles. Como as estratégias de golpe e desestabilização interna da Venezuela não deram certo, parte-de, então, para a boa e velha intervenção militar direta, com a invasão, pura e simples do país, com os pretextos mais acintosamente injustificáveis que tiverem em mãos, afinal, quem vai se interpor contra eles? Se puderam fazer o que fizeram no Iraque ou no Afeganistão, porque não fariam na pobre Venezuela? Se puderam montar toda a farsa do ATENTADO do 11/09, levando milhares de pessoas à morte, dentro de seu próprio país, o que impediria a eles de fazerem o que querem e desejam no mundo?

Estes fatos tem provocado uma corrida armamentista na América do Sul, principalmente, com seus países buscando reforçar seu poderio bélico, temendo algo mais sério. Silenciosamente, os EUA vão cercando, também, o Brasil, com bases variadas circundando nosso território.

Internacionalmente, a desmoralização do governo de Nicolás Maduro se acentua, mostrando-se cenas de desordem provocadas pelo desabastecimento deste país, como se esta fosse responsabilidade única de erros do governo central e não houvesse um absurdo boicote da elite nacional para provocar a revolta do povo contra seu próprio governo.

Na geopolítica mundial, cada peça, do adversário, que cai, pode levar toda a região a tempos obscuros, vividos a apenas poucos anos, e a um tenebroso período de privação das liberdades e das esperanças de milhões de “sudamericanos”.

Não é hora de dormir. Acorde. Você, queira ou não, foi colocado neste tabuleiro de xadrez. A peça que você precisa movimentar é a sua opinião e a sua coragem para enfrentar, nada menos, que o poder do maior império do planeta, colocando-se ao lado do governo, que realmente está a te defender e dos países que alteraram as condições em que toda a América Latina vivia a poucos anos atrás.

Sua voz e sua opinião, através das redes e nas ruas é esperada pelas pessoas menos afortunadas. A JUSTIÇA  e a humanidade dependem de cada um de nós. GRITE. REBELE-SE!!!

Fábio Brito, Bahia.

A INVISIBILIDADE DE UM EX PRESIDENTE AMARGURADO. A MÍDIA MOSTRA, MAS O POVO NÃO VÊ.

“Prefiro ser uma gota de amor ao invés de um mar de amargura.”

Madre Teresa de Calcutá.

 

“Caro” ex presidente amargurado, inicio esta carta com a palavra “caro”, porque tenho memória, e me recordo, perfeitamente, de como foi o período em que você esteve à frente do governo de meu país, em que sua imagem fulgurava nos televisores, jornais e revistas, devido ao desmesurado suporte que a mídia venal lhe concedia. Tristes foram os momentos e, desta forma, não poderia me referir, à sua pessoa, como a alguém a quem reservo desvelo. Sinto muito.

Lembro-me, também, o quão prestativos lhe foram (esta mídia), ao disseminar a singela invencionice acerca da paternidade do Plano Real. Quando via sua figura patética na tela a sorrir, deslumbrado com a evidência angariada com sua assunção ao poder maior de nossa nação, não conseguia conter meus pensamentos, que me remetiam à imagem de suínos se refestelando numa pocilga.

Fico a me perguntar a que se deve a reverberação atual de suas reflexões, uma vez que, se não estou equivocado, seu DESgoverno foi o que propiciou a empresas estrangeiras, a aquisição de estatais nacionais, patrimônio construído com o trabalho árduo de milhões de patrícios, com moedas podres e, como se não bastasse, viabilizou, a estas mesmas empresas, empréstimos, advindos das economias do depauperado povo brasileiro.

Como não recordar da miséria e da fome que açambarcava o povo Nordestino? Povo este relegado á própria sorte, por seu líder maior, você, e tragado por um turbilhão de perturbações, originadas da incompetência e do desdém, acerca de suas aflições e anseios. Pessoas com sonhos destroçados, pela subserviência devotada pelos seus líderes a alienígenas sanguessugas. Feliz estava a Globo, ao usar esta população nas “reportagens” dramáticas que relatavam nossa dor e obtendo prêmios com as mesmas.

Uma miríade de escândalos, todos cuidadosamente acobertados pelo quarto poder, aliados incondicionais da desfaçatez com o trato da coisa pública, que seu governo aboletava. Atravessávamos, então, um indelével e implacável inverno no Brasil. As nuvens encobriam todo o Sol. A escuridão sufocava nossa alma.

A afronta aos direitos elementares do povo, observada no tratamento dispensado à coletividade, como os observados nas greves dos petroleiros e ao MST, maculava a esperança intrínseca a cada brasileiro. Soçobrávamos na curva do rio, atônitos.

Deverias estar encarcerado a sete chaves, porém, como não estás, regozijo-me ao imaginar-lhe defronte ao espelho, observando a imagem de um indivíduo transtornado com o reflexo diante de si, uma “nulidade exponencial”, um lacaio vil, traidor, não só de seu povo, mas de sua própria “biografia”. Um indivíduo que podia ter sido, mas não foi.

Causa-me repugnância, recordar de todos os seus “feitos”. Peço a Deus que não me permita fazê-lo, que me retire este poder, que me abençoe com o esquecimento, este mesmo sentimento que meu povo lhe dispensa, ao ter tido a felicidade de viver sob os governos do PT, a que vocês, hoje, se dedicam a enodoar com as maledicências arremessadas contra seus líderes, LULA e DILMA.

A amargura lhe transformou em uma sombra do que um dia pudera ter se transformado. Hoje, és apenas um insensato a sonhar com a quebra do Estado de Direito, com a aniquilação de nossa Democracia, ilusão pueril que lhe resta, em um retorno triunfal, que nunca chegará, para “salvar-nos” de nossas alegrias recém conquistadas.

A dúvida se apodera de mim, qual teria sido a marca maior do seu (DES)governo? Arriscando-me a contrariar legiões de conterrâneos, considero que foi a pusilanimidade com que representou o nosso Brasil lá fora. Recordo-me de um vídeo surreal, em que você, acreditando-se garboso, mostrou todo seu lado néscio, quando numa reunião, se não me engano na Itália, ruminou, diante de outros líderes mundiais, todos os seus mal feitos, executados de acordo com os ditames dos poderosos a quem você se subordinava. Que cena deplorável!

Nunca acreditei que pudesse me sentir tão enxovalhado com a estultice de alguém. Pergunto-me, como tal espectro pode, um dia, projetar uma imagem de “grande sabedoria” quando o seu cerne apresenta-se tão torpe? Incompreensível me parece.

Entendo, hoje, mais que nunca, porque você se tornou uma figura tão triste, uma sombra débil, mesmo que projetada em noite de lua cheia.

Por fim, recordo-me da XVII Cimeira Ibero-Americana, ocorrida em 2007, no Chile, quando uma daquelas pessoas a quem você admira, revelou a sua arrogância e prepotência, mandando o Presidente venezuelano, Hugo Chàvez, se calar. “Solamente otra persona digna de olvidar”.

Diversamente aos motivos do rei, e para preservá-lo, peço, cala-te….(??????).

Cala-te, cala-te, cala-te…

Quem é você mesmo???

Esqueci.

P.S.: Fiz esta carta a uma pessoa a quem não me recordo mais quem é, quem souber de quem se trata, por favor, me ajude. Grato.

Fábio Brito – Bahia.