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Brasil: Um país… não! Uma FARSA a caminho da TRAGÉDIA final!!!

“A PRISÃO não são as grades, e a liberdade não é a rua,

existem “homens” presos na rua (MORO) e LIVRES na prisão (LULA?).

É uma questão de consciência.”

Mahatma Gandhi.

“Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe”,

provérbio português.

 

 

Vivemos num país, o Brasil, onde as pessoas se acostumaram a viver uma farsa constante, cotidiana e inconsequente, que, fatalmente, nos levará a um futuro de dor, mas cada um de nós, se acostumou a “dar de ombros”, minimizar sua responsabilidade no “resultado final” e acreditar que a responsabilidade de o mundo ser o que é, seja, sempre, do “outro”.

Cada um de nós se auto define como “INIMPUTÁVEL”, uma espécie de pessoa, que, por possuir uma demência mental qualquer, não pode ser responsabilizada por nada neste mundo.

Acontece que “este mundo” é o resultado concreto da soma de cada um de nós, e, portanto, temos parte na responsabilidade no que ele efetivamente é, melhor compreendermos logo isso e pararmos com as ilusões.

Acreditamos que somos superiores aos demais, e, por isso, criamos uma espécie de “brincadeira da transferência de responsabilidade”, feito aquela criança que, percebendo que fez coisa errada e que um dos pais descobriu, aponta o dedo para o irmão menor e incapaz de se defender.

– A culpa é da direita, dizem alguns.

– A culpa é da mídia, dizem outros.

– A culpa é do “sistema financeiro” e da elite do país. – Dos “coxinhas”. – Dos “pobres de direita”. Assim transferimos nossas responsabilidades.

É interessante que, a maioria de nós, nunca procura a nossa responsabilidade “nisso tudo que o mundo é”, e, assim, não corrigimos nossa trajetória e continuamos no nosso voo cego rumo ao abismo, ajudando a “engrossar o caldo” de tudo aquilo que não presta na humanidade.

Paulo Freire - Educador1

O fato é que estamos, todos, acostumados com a farsa, com a fraude, professores fingem que ensinam e alunos, fingem que aprendem, políticos de esquerda fingem que nos defendem e nós, fingimos que nada está errado com a atitude que eles tem de estarem denunciando a GLOBO como GOLPISTA, e depois, irem do reino de satã para darem entrevistas, fingindo indignação com o que está acontecendo no país e que A GLOBO promoveu e promove.

O futebol é uma fraude completa e fingimos que não sabemos e sustentamos os que roubam nossa diversão.

Nossos colegas fazem greve e, muitos de nós, vai trabalhar, fingindo que não é conosco e quem quiser que lute pelos nossos direitos porque, tentamos nos convencer, “alguém tem que trabalhar para este país dar certo”.

Se nós mesmos estamos, constantemente, enganando a nós próprios de que somos boas pessoas e não assumimos nosso papel diante do mundo por ser muito trabalhoso, por quê não permitiríamos outras pessoas nos enganar?

PTPergunta

Resmungamos nas filas do banco e em outros lugares, fingindo, para nós mesmos, indignação. Por quê não aceitaríamos de muitos políticos uma falsa indignação baseada em ações espetaculosas e, convenientemente, televisionadas? Ações estas feitas sob medida para nos enganar e que a grande mídia permite a divulgação porque aquele que a fez está, na verdade, comprometido com o GOLPE que ela promoveu?

Nós somos tão incapazes e manipulados, que não percebemos que a manipulação da mídia está, inclusive, na escolha dos líderes que “não estão no lado delas” porque alguns são “menos radicais” e podem ser ou cooptados ou representam um mal menor a estes veículos GOLPISTAS e serem “menos perigosos”.

As verdadeiras correntes da mudança, que os criminosos da mídia temem, não tem qualquer possibilidade de expor seus pensamentos, ficam represados e poucos sabem de sua existência.

Não é por outro motivo que algumas “peças” no tabuleiro da política de esquerda brasileira, tem seus movimentos coordenados pela GLOBO e jamais irão enfrentá-la de verdade. Suas ações representam uma “falsa indignação” e são apenas movimentos acertados pelos seus patrões inconfessáveis e ocultos. Jamais irão se empenhar pelo FIM DA REDE GLOBO!!! Uma farsa, uma fraude!!!

MujicaSerdeEsquerda

Tenho feito algumas críticas à “esquerda brasileira” da qual, acredito eu, fazer parte, em busca, exatamente, de tentarmos corrigir nossa trajetória e escaparmos dessa “camisa de força” a qual, acredito estarmos amarrados e que nos mantém aprisionados a uma farsa contagiante.

Quando a pessoa lê o que escrevo, ao perceber um fundo de verdade, logo ela passa a pensar enquanto lê; “esse aí vai querer, logo, logo, se candidatar a alguma coisa”, como se isso fosse desmerecimento do que ela está lendo.

Não percebe ela, que este pensamento é um reflexo condicionado de duas coisas: sua apatia diante do mundo e a resposta pífia, nula, que esta apatia apresenta nos reflexos de suas ações, e; da qualidade do que ela está lendo, e que permitiria a pessoa que escreveu, “se candidatar a algum cargo”, porque, pensa ela, ser eleito é o máximo que uma pessoa qualquer pode alcançar, repetindo assim, aquilo que o senso comum lhe ensina cotidianamente, “todo político é ladrão”, logo, “vai querer roubar também”.

SucessoRubemFonseca

Este reflexo condicionado faz com que a pessoa, timidamente, apenas dê “sua curtida” no texto e não o leve adiante através de compartilhamento para que mais pessoas tenham acesso às informações contidas nele, impedindo, assim, que quem o tenha escrito possa ir além, possa vir a fazer sucesso.

Como vivemos num mundo “capitalista” e a filosofia que impera é a de que “o segundo colocado é o primeiro perdedor” e em todos os ambientes em que vamos esta filosofia nos impregna por completo, é natural que ajamos egoisticamente, porque o sucesso das outras pessoas nos incomoda, as pessoas que conseguem fazer algo melhor do que nós “tem que ser, ou destruídas, ou impedidas de ir adiante”, e, assim, nossa alma torpe pode ficar “feliz” uma vez que poderemos nos sentir mais confortáveis em não ser o “segundo colocado”, assim acreditamos e agimos.

Quero a tranquilizar a todos que não pretendo ser candidato a coisa alguma, pelo simples motivo de que não concordo e não aceito viver essa farsa, e a consequente TRAGÉDIA, que ela irá nos levar.

Se minhas críticas mostram que seria uma palhaçada a “eleição de 2018”, conquanto ela estará maculada, desde já,  em seu resultado, que poderá ser fraudado pelo “Comandante em Chefe das Forças Jurídicas do Tucanistão” , presidente do TSE, e que todos conhecemos, é apenas um integrante do crime organizado que comanda nosso país nesse momento, não poderia almejar fazer parte deste circo da insanidade em que o país está imerso atualmente.

SunTzuInvisível

E se a eleição não for fraudada? De que adianta ser eleito num país em que as pessoas podem ter seu direito de escolher seus líderes desrespeitado como o foi na deposição de nossa Presidenta legitimamente, Dilma?

Quando as regras do jogo podem ser quebradas por um dos lados, não estamos numa coisa séria, nem mesmo num jogo, numa brincadeira, pois até mesmo as brincadeiras infantis, os jogos, tem regras, eleições no Brasil nem isso são, elas representam apenas um outro lado da farsa cotidiana em que vivemos.

Minha forma de ver o Congresso Nacional, nos moldes em que se encontra, é de que ele não serve para nada e tem que ser mudado imediatamente, uma vez que, a forma em que ele está estruturado, não permite que nossa sociedade, e a humanidade, progridam. Ele representa apenas uma voz, a da elite do APARTHEID, da segregação em nome da MERITOCRACIA, e busca suprimir a dos demais entes de nossa sociedade que busquem o bem do povo.

Se quisermos ser respeitados algum dia e ficarmos orgulhosos daquilo que fizemos em nosso país e os reflexos de nossas ações na humanidade, precisaremos sair do conforto e da apatia, agora, e nos mexer rumo a discutir nossas leis com a nossa população, através de uma Assembleia Nacional “POPULAR” Constituinte.

ImpossívelWaltDisney

Eu escolhi o caminho mais difícil de se trilhar: enfrentar o senso comum de todos, da esquerda, da direita, do centro, do pobre, do rico, do homem, da mulher, e, por isso mesmo, percebo que posso somente estar “pregando no deserto” e minhas ações não vão resultar em nada concreto.

Pensar sobre o que somos e o que queremos e nos avaliar a cada dia, é muito importante para que venhamos a alcançar nossos objetivos e não nos percamos de nós mesmos.

Muitos avaliariam isso como sendo uma outra face da mesma moeda da apatia e da “transferência de responsabilidade” da qual falei acima, onde, ao colocar um objetivo provavelmente inalcançável, eu me sentiria melhor em acreditar que fiz alguma coisa, embora já tivesse conhecimento do resultado final.

Gandhi

É possível isto, admito, e, como todos os demais, se assim o for, continuarei feliz em saber que não fiz coisa alguma e o mundo continuou igual, mas continuarei acreditando “na farsa” que montei para eu mesmo, me imaginando um herói da humanidade que, como “Dom Quixote”, enfrentou moinhos pelo bem de todos.

No meu íntimo, entretanto, existe uma tênue esperança de que estas palavras invadam a mente das pessoas de bem deste mundo e que, como uma febre incontrolável, elas se apossem de cada um, e que, de agora em diante, ao fim da leitura desse texto, ela se levante e se perfile ombro a ombro, comigo e com os demais que entendem que, para mudar esse mundo insano, precisamos assumir a mudança em nós mesmos, como nos ensinou Mahatma Gandhi, há tempos atrás.

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Admito, talvez seja apenas um sonhador, mas se assim for, já estou feliz porque dei o primeiro passo em minha imensa jornada: escrevi esse texto e tentei me aproximar das demais pessoas que também o sonham, na busca de encontrar a nossa realidade melhor do que os pesadelos que algumas pessoas planejaram para nós.

Será que devo esperar andar ao seu lado? Ou seria esse um sonho impossível?

Manterei a minha fé na humanidade.

Sei que o meu caminho, mesmo que trágico, será feliz, porque em algum momento, aprendi com alguns que a felicidade não é o objetivo e sim o caminho que escolhemos, é nossa trajetória.

Tenho certeza que você, agora, está a imaginar o imenso sorriso que trago dentro de mim.

Lembre-se: somos e seremos, sempre, o resultado de nossos pensamentos e o reflexo de nossas ações, portanto, escolha muito bem os seus pensamentos, aquilo que você lê, e seja cauteloso com suas ações, pois tudo que fazemos traz consequências para as pessoas que amamos e para as demais também. PENSE nisso tudo, e, principalmente, AJA!!!

Obrigado.

Grande abraço.

 

Fábio Brito, Santa Catarina, Brasil.

 

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MISOGINIA – Não Finja Que Não Vê!!!

Devemos denunciar e combater todos os tipos de violência,

a cultura do estupro e a MISOGINIA. Respeito às mulheres!!!

 

Certa feita, recebi de minha namorada, um e-meio em que relatava uma mensagem enviada pelo ex-namorado de sua melhor amiga.

Indignado em como pode uma pessoa perder tempo maquinando uma crueldade com outra pessoa, por mais que se sinta magoada com a atitude desta pessoa, resolvi “responder” a carta, de acordo com os sentimentos que afloraram em mim.

 

O MENOR CONTO DE FADAS DO MUNDO

Era uma vez um rapaz que pediu uma linda garota em casamento:
-Você quer se casar comigo?

Ela respondeu:

-NÃO!
E o rapaz viveu feliz para sempre, foi pescar, jogou futebol, conheceu muitas outras garotas, visitou muitos lugares, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava grana, bebia cerveja com os amigos sempre que estava com vontade e ninguém mandava nele.

…A moça teve celulite, varizes, os peitos caíram e ficou sozinha….

FIM

 

O MAIS REAL CONTO DE FADAS DO MUNDO

Era uma vez uma menina que foi pedida em casamento por seu “então” namorado…

– Você quer se casar comigo? disse ele…

-Não! respondeu ela…

E o rapaz viveu feliz para sempre…

Foi pescar, finalmente descobriu que adora pescar, então sempre pegava a vara dos outros emprestada, era todo alegria, serelepe e saltitante…

Conheceu muitas outras garotas, mas nenhuma delas cometeu a insanidade de casar com ele até agora, um dia acontece, não é? Tem louco pra tudo neste mundo!!!

Visitou muitos lugares, mas conhecer de verdade acho que ele não perdeu tempo com isto, afinal, aproveitava o tempo nestes lugares para pescar… Como ele era feliz fazendo isto, ahhhh, segurar a vara dos outros era tão bom!!! E ele estava vivendo o conto de fadas que sempre sonhara…

Jogar futebol era uma coisa que também adorava… Correr atrás de bolas e varas, era realmente muito legal para ele em seu conto de fadas… Sempre ficava a sonhar pelas noites afora em como era feliz jogando futebol, aqueles seus colegas todos, quase pelados correndo atrás dele, suados fungando em seu cangote… Era uma sensação indescritível, parecia que todos o queriam ao mesmo tempo. Assim, sempre estava sorrindo e de bom humor.

Nunca lhe faltava grana, quando estava perto de acontecer isto, ia para a esquina com os “amigos” e logo descolava uma para beber com os “amigos” sempre que estava com vontade, assim como um “doguizinho” com vontade de fazer xixi no poste…

Ninguém mandava nele. Não tinha nenhuma mulher para lhe dizer o que fazer… Nunca entendia porque elas não desejavam mandar nele, afinal, todas as mulheres eram generais, pensava ele com a sua cabecinha, entretido com os botõezinhos…

E a moça? A moça teve celulites, varizes, os peitos caíram e ficou sozinha, afinal, melhor sozinha que mal acompanhada, não é mesmo? Isto a gente aprende desde criança com a vovozinha… Mas, apesar dos fatos naturais da vida, como a velhice, inexorável na vida de todos que, invariavelmente, nos fará ficar menos belos que na época da juventude, ela também, era feliz.

Esperava o dia que encontraria um “homem” de verdade, que a amasse, que soubesse “fazer amor” com ela respeitando suas vontades e desejos e buscando lhe dar prazer como ela merecia.

Esperava que esta pessoa, mesmo não concordando com ela em muitas coisas, respeitasse seu modo de ser e pensar e que quando vissem que não deu certo este rapaz não perdesse tempo lhe escrevendo cartas bobas, coisa de criança mimada que está perdida na vida sem a mamãe para lhe dar colo.

Afinal de contas mesmo quando encontramos a pessoa “certa”, sabia a garota, nem sempre é garantia de viver eternamente com ela, pois os caminhos e os interesses mudam e, o que importa mesmo num relacionamento é ser feliz até onde se pode ir e, quando acaba, preservar este laço como uma amizade mantendo o respeito e a dignidade da outra pessoa.

FIM

Fábio Brito.

 

Coloco o episódio destas cartas para iniciarmos uma reflexão. Por quê o nosso mundo é tão machista e os homens são tão cruéis com as mulheres? E por quê o machismo é tão arraigado nas mais diversas sociedades?

Na maior parte dos países as mulheres ou representam a metade da população ou estão, levemente, em maioria numérica, como se justifica isto, então?

Em minha experiência pessoal, o que posso dizer é que, muitas vezes, este machismo é, inexplicavelmente, transmitido pelas próprias mulheres, como um dia, lá pelos meus longínquos dezesseis anos, fez a minha mãe, ao sugerir uma atitude que considerei machista, ao lhe relatar que estava saindo com uma pessoa que tinha o dobro da minha idade, 32 anos, e que era casada.

Ora, se é uma mulher casada e está buscando uma aventura, já se julga como uma “vagabunda”, uma pessoa sem caráter e enquanto o homem que tem o mesmo tipo de atitude é visto como uma coisa normal e é festejado pelos colegas como um “garanhão” um “pegador”.

No meu caso particular, não tivemos relação sexual e, hoje, vejo aqueles momentos com especial carinho de uma relação entre e um adolescente e uma mulher que, possivelmente, não recebia a atenção e o carinho da pessoa com quem vivia. No entanto, não posso deixar de recordar que, nas conversas que tive com ela, esta me confidenciou que a sua forma de pensar era, basicamente, a mesma que a minha mãe tinha e que pretendia educar seu filho dessa forma.

Sei que o mais fácil na vida é repetirmos o padrão daquilo que nos ocorreu sem pensar direito sobre as situações, daí nascem as tradições, mesmo as mais horrendas, como a mutilação a que milhões de mulheres são submetidas pelo mundo afora porque, na sociedade em que vivem, isto é “normal”.

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Geralmente o nosso mundo alcança até onde nossos interesses atingem e nossas experiências nos levam, considerando que os sentimentos pelos quais vivenciamos diretamente irão nos mover de forma mais direta. Fato é que, se não temos um câncer, dificilmente iremos nos mover na direção de mobilizar pessoas para se preocuparem com este problema.

Vivemos, no entanto, num mundo em que as informações estão ao nosso dispor a apenas alguns click”s e ficamos sabendo de diversas situações de injustiças contra a qual não podemos simplesmente nos calar, fechar os olhos, dar de ombros e virar as costas como que imaginando que, num passe de mágica, aquilo não mais existe e não nos deixaremos afetar pelo que ficamos sabendo.

Se somos verdadeiramente, SERES HUMANOS, precisamos exigir um pouco mais de nós mesmos e começarmos a ser solidários com as pessoas e grupos humanos que estão sendo vítimas de violências cotidianas como os negros, os homossexuais, as crianças, as mulheres e todos os demais, mesmo que não pertençamos a nenhum deles e que estes problemas não nos atinjam diretamente.

Ao nos calar diante de injustiças contra pessoas e grupos, sabendo do que está acontecendo, deixamos de pertencer à verdadeira HUMANIDADE  para nos perfilar a figuras históricas como Hitler e outros tantos que provocaram flagelos e atrocidades pelos tempos mortos e seguirão a promover outros nos tempos nascedouros.

 

Peço, portanto, a você que está a ler este texto agora, que não feche o livro e o guarde na estante, abra a discussão com todos os seus amigos levando este texto até a eles através do compartilhamento. Comente dizendo sobre o que você acha do assunto, nos indique algum livro que aborde o tema, literário (ficcional ou não) ou, ainda, um livro técnico. Nos informe de um filme que tenha assistido e que o tenha tocado e despertado de alguma forma para o tema em questão.

Vamos, dessa forma, ampliar o debate sobre a questão do machismo e todas as suas consequências e questioná-lo, buscando o seu fim e a conquista de uma sociedade mais justa e igualitária para todos.

Abaixo divulgo uma série de filmes e documentários que abordam o tema do machismo em suas várias vertentes: violência doméstica, cerceamento de direitos, feminicídio, assédio sexual e outros.

Fábio Brito – Santa Catarina, Brasil.

P.S.: Além do Dia Internacional da Mulher, desde 1999 o dia 25 de novembro foi chancelado pela ONU como o Dia Internacional da Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Esta data foi escolhida como forma de prestar uma homenagem às irmãs Mirabal, da República Dominicana, brutalmente assassinadas quando lutavam contra a ditadura em seu país.

É necessário se dizer que, de acordo com várias estatísticas, uma em cada quatro mulheres terá sido abusada sexualmente, sendo que cerca de 120 milhões de mulheres já foram submetidas a mutilações genitais. logo, este assunto diz respeito direto a cada um de nós que não podemos nos calar diante de um problema de tal gravidade.

 

No Tempo das Borboletas – Na República Dominicana que era governada por um ditador sanguinário sustentado pelo governo dos EUA, as irmãs Mirabal, Patria Mercedes Mirabal , Minerva Argentina Mirabal  e Antonia María Teresa Mirabal, lutaram contra a tirania do seu país fazendo parte de uma oposição que buscava devolver a liberdade a seu povo. Las Mariposas, como ficaram conhecidas, foram presas e torturadas várias vezes, mas nunca desistiram de seus ideais e, quando as 3 foram mortas brutalmente num canavial, a mando de Trujillo, o ditador, gerou uma comoção mundial que levou o seu povo a se levantar contra o criminoso que os governava, e este fato levou a seu assassinato a 30/05/1961.

Monster, Desejo Assassino – Com Charlize Theron, relata a história de uma prostituta que, estuprada por um cliente, consegue se soltar e o mata, despertando, após este fato, para a necessidade de mudar de vida e buscar um emprego, onde poderia viver decentemente e em paz com a garota que amava.

Meninos Não Choram – Conta a história de uma garota que se descobre homossexual e se veste como garoto, buscando a amizade de outros rapazes e descobrindo o amor com uma garota, que, ao se entregarem a este relacionamento e terem a relação de ambas descoberta pelos rapazes, estes resolvem estuprá-la para dar uma “lição” e não se fazer passar mais por garoto e não enganar mais ninguém.

A Cor Púrpura – Relata a história de Celie, uma negra estadunidense estuprada por seu próprio pai e depois vendida a outra pessoa que mantém a rotina de violências contra a mesma.

Histórias Cruzadas – Uma mulher busca dar voz às mulheres negras nos Estados Unidos da década de 60 que viviam sobre forte racismo. A garota, que trabalhava como empregada doméstica em casa de famílias brancas, como milhares de outras iguais a ela, deseja ser jornalista e resolve escrever um livro sobre as perspectivas das mulheres negras que cuidam dos filhos das pessoas brancas.

Terra Fria – Conta a história de uma mulher que abandona o marido que a espancava e busca trabalho para sustentar seus dois filhos. Ao encontrar trabalho numa mina de ferro, passa a sofrer com abusos masculinos que passam de xingamentos e tentativas de humilhações a investidas sexuais. A personagem é levada a abrir uma ação judicial contra a empresa e governo dos EUA, sendo esta a primeira ação coletiva por assédio sexual nos EUA.

As Sufragistas – “Inspirado no movimento sufragista do final do século XIX e início do XX, na Inglaterra, o drama “As Sufragistas” retrata a vida de um grupo de mulheres que resistia à opressão de forma passiva, sendo ridicularizadas e ignoradas pelos homens. A partir do momento em que começam a encarar uma crescente agressão da polícia, elas decidem se rebelar publicamente. Um dia, após sair da lavanderia em que trabalha, Maud se assusta com o caos de um protesto e acaba reconhecendo uma companheira de trabalho entre os manifestantes. A partir desse momento, a personagem decide reivindicar seus direitos como mulher e a lutar por sua dignidade” retirado do GOOGLE.

Flor do Deserto – Relata o drama de uma modelo que sofrera a terrível mutilação genital em sua infância, admitida ainda em muitos países, e que foi forçada a fugir do seu país por não querer se submeter a um casamento arranjado por seus pais, indo parar em Londres, conseguindo trabalho na embaixada da Somália nesta cidade.

A Informante – Relata a história de uma policial escalada para trabalhar na Bósnia pela ONU e que descobre uma rede de tráfico de mulheres para fins de exploração sexual. Ela incomoda a pessoas poderosas que buscam encobrir a situação mas ela não desiste das investigações.

Acusados – História que versa sobre o estupro de uma jovem, por um grupo de homens num bar dos EUA, e que resolve denunciar a agressão de que fora vítima, mesmo sem ter testemunhas. Podemos ver no filme os inúmeros preconceitos e o descrédito a que é submetida pelo sistema judicial dos EUA, onde é colocada sob suspeita de que suas ações é que teriam provocado o estupro.

Revolução em Dagenham – Relata a busca por melhores condições salariais na década de 60, e o fim da discriminação sexual, a partir de uma fábrica da Ford na Inglaterra e que foi fundamental para que o parlamento britânico reconhecesse através do Projeto de Paridade salarial de 1970, os seus direitos.

Preciosa – Mostra o drama de uma garota que sofreu diversos abusos em sua infância e está grávida pela segunda vez de seu pai e que é suspensa da escola. Em uma “escola alternativa”, através da ajuda de uma professora que demonstra interesse por seus problemas vendo além das marcas deixadas pela violência na garota, esta consegue aprender a ler e escrever e muda os rumos de sua vida.

O Sorriso de Mona Lisa – Versa sobre a vida de mulheres brilhantes de uma universidade nos EUA nos anos 50 que, apesar da grande capacidade intelectual que possuíam e terem um futuro brilhante pela frente, lhes era reservado, apenas, o destino de serem boas e cultas esposas e donas de casa. No entanto, uma professora de artes as estimula a desafiarem esta situação dando a possibilidade de assumir um protagonismo nesta sociedade.

O PianoO piano retrata a sofrida trajetória de Ada McGrath, uma mulher que não fala desde os seis anos de idade e se muda para a Nova Zelândia recém-colonizada. Em companhia da filha, ela conhece seu futuro marido, com o qual não simpatiza. Para piorar a situação, o noivo, Alisdair Stewart, recusa-se a transportar o piano de Ada, que é sua maior paixão. Porém, o administrador George Baines, imediatamente interessado na mulher, adquire o instrumento e promete devolvê-lo caso ela lhe ensinasse a tocá-lo. Com o tempo, as tais aulas de piano vão se tornando encontros sexuais e os dois acabam descobrindo o verdadeiro amor (retirado do Wikipedia).

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Geração Roubada – Na Austrália dos anos 30, uma garota aborígene australiana, sua irmã e seu primo, fogem de uma agência governamental que os tinha retirado de suas famílias pelo Estado australiano, onde existia uma política deliberada de branqueamento da população da Austrália, onde as meninas deveriam ter filhos com homens brancos, aborda, desta forma, a violência contra a mulher, o racismo e fala da política deliberada deste governo, de extermínio de toda uma população que vivia na Austrália antes da chegada dos ingleses, apagando, inclusive, sua memória.

Thelma & Louise – Mostra a vida de duas mulheres, uma dona de casa e uma garçonete que, entediadas com suas vidas, resolvem fugir juntas em busca de aventuras que as devolva a sensação de estarem vivas novamente. Durante a viagem, são perseguidas pela polícia estadunidense após se envolverem em um crime e matarem um estuprador.

Vidas Partidas – Conta a História de uma mulher vítima de violência doméstica desde a primeira agressão do marido até a separação e a briga pela guarda das filhas.

Violência Doméstica – mostra a atuação da polícia de Tampa, na Flórida, EUA, atendendo a chamadas de mulheres vítimas de violência doméstica e o trabalho de um abrigo que atende a mulheres e crianças. O filme também aborda relações de poder, mostrando-se como uma ferramenta de conscientização e com grande força em sua linguagem.

 

Um Céu de Estrelas – Narra a história de uma cabeleireira que termina o noivado ao ganhar uma bolsa de estudos nos EUA e é sequestrada pelo seu noivo inconformado.

No Devagar Depressa dos Tempos – Com o objetivo de investigar como o Programa Bolsa Família mudou a vida das mulheres nordestinas, a diretora se depara com diversas situações de machismo e violência de gênero no interior do Piauí.

Feminicídio no Brasil – Documentário elaborado por estudantes universitárias que mostra histórias de violência nas cinco regiões do Brasil.

Hot Girls Wanted – Mostra a rotina de garotas que são atraídas para o mundo do pornô amador e a forma que as relações são colocadas de forma a naturalizar a violência de gênero ao se perseguir a promessa de fama, dinheiro e reconhecimento.

Virou o Jogo, A História de Pintadas – No sertão baiano, na cidade de Pintadas, o machismo era a regra. Diante de um contexto dominado pelos homens e fortemente opressor, as mulheres se organizaram para transformar a realidade local e afirmarem suas identidades e direitos (retirado do site Educação Integral).

O Aborto dos Outros – Aborda o tema do aborto, através de depoimentos de especialistas, meninas e mulheres. O filme mostra através de uma perspectiva mais sensível ao tema, uma tentativa de superar o simples pré-conceito que condena e criminaliza as pessoas que se submetem a este ato.

Renascimento do Parto – Documentário que denuncia a realidade do alto número de cesáreas no Brasil, a desnecessidade da maior parte deles e relata casos de mulheres vítimas de violência obstetrícia, tendo seus direitos e desejos violados no procedimento.

 

Como se fosse da Família – Documentário onde duas domésticas refletem sobre suas trajetórias de vida e trabalho ao servir, por toda a vida, a uma mesma família, desde pequenas até adultas.  A recente lei de regulamentação do trabalho doméstico é discutida entre ambas.

O Silêncio das Inocentes – Conta a história de mulheres vítimas de violência doméstica e dá destaque à vida da farmacêutica Maria da Penha.

Que Bom te Ver Viva – História de resistência de mulheres contra a ditadura militar no Brasil. Mostra a adaptação de cada uma na transição à Democracia com a memória das violências que sofreram na luta pela liberdade.

Persépolis (animação) – Conta a história de uma garota iraniana que deixa seu país e vai para a França buscando continuar seus estudos e passa por várias situações de preconceito e mostra as suas dificuldades de adaptação na Europa. Ao voltar para o Irã não se sente mais pertencendo àquele lugar ao não se adequar ao que a sociedade espera dela como mulher, vivendo, assim, numa espécie de limbo entre as várias culturas.

O Sussurro do Coração (animação) – História de uma menina de 14 anos que acredita na própria força e que está disposta a concretizar seu sonho de ser escritora, largando tudo e iniciando sua missão pelo mundo da imaginação, com disciplina e determinação.

Este texto se insere na necessidade urgente em dar destaque ao assunto acerca das variadas violências a que as mulheres são submetidas. Ele é apenas uma semente lançada e que pode se desenvolver com a sua ajuda, não se abstenha do debate, compartilhe em sua rede social e ajude a fazer o assunto ganhar a evidência necessária a fatos de tão grande gravidade.

Fábio Brito.

Diga não à violência. DENUNCIE através do número 180. compartilhe este e demais textos sobre a MISOGINIA. Dê visibilidade ao assunto, não o ignore!!!

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